Da luta à glória: Taison revela que não tinha o que comer e conta o que fez com o primeiro salário no futebol

Atacante colorado contou a sua história de vida em entrevista ao Canal Pilhado, no YouTube

Antes da glória de ter jogado por 10 anos na Europa, sendo recompensado por isso inclusive com convocação à Copa do Mundo, Taison batalhou, brigou, sofreu e passou imensas dificuldades em uma infância marcada pela pobreza no interior do Rio Grande do Sul, na sua cidade-natal, que é Pelotas. Mas engana-se quem pensa que o atual capitão colorado tem vergonha de falar do seu passado.

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Pelo contrário. É com orgulho que ele relembra todo o esforço da mãe Rosângela e com mais orgulho ainda que relembra que o seu primeiro salário, de cerca de R$ 1.500, foi todo destinado para pagar a conta de luz de casa, que estava cortada.

“Eu ia pra escola e ficava só até a hora da merenda, porque em casa a gente não tinha o que comer. Eu pulava o muro da escola e ia cuidar carro na rua até às 5 da tarde pra arrumar uma moeda pra ajudar a minha família”, disse, ao Canal Pilhado, antes de acrescentar:

“Quando eu comecei a jogar bola eu só queria tirar a minha mãe do meu bairro, porque era perigoso, eu só queria pagar a conta de luz, porque era cortada toda hora, pois ou a gente pagava a luz ou comia alguma coisa. E tínhamos que usar vela mesmo pra poder comer. Meu primeiro salário que eu peguei (R$ 1.500,00), eu cheguei em casa, estava a minha mãe e minha irmã sentadas, tristes, eu perguntei o que tinha acontecido e minha mãe falou que tinham cortado a nossa luz. Aí eu peguei todo o meu dinheiro e dei pra ela”.

Taison
Taison é o capitão do Inter desde a sua volta ao clube – Foto: Ricardo Duarte/Inter

Em 2018, já estabilizado e referência do Shakhtar Donetsk, da Ucrânia, o camisa 10 do Inter teve a honra de ser chamado para defender o Brasil na Copa do Mundo da Rússia.

“No dia da lista da convocação da Copa Do Mundo, meu nome foi o último, eu peguei o celular, liguei pra minha mãe, ela estava numa emoção danada, liguei pro meu pai também e falei pra eles: ‘O teu neguinho vai pra Copa Do Mundo'”.

Após 11 anos de sua saída do Inter em agosto de 2010, pouco depois do bi da Libertadores, Taison retornou ao Beira-Rio como atual protagonista e líder do time. Fora de campo, está, enfim, podendo ficar perto da família e inclusive do pai, que não se comunica mais com a fala por conta de um câncer.

“Hoje o meu pai não fala mais por conta de um câncer. A gente só se via por vídeo, aqui no Brasil consigo ver ele mais frequente, eu dava tchau, beijo e ele batia no peito (é assim que ele se comunicava). E quando eu via que ele iria se emocionar eu dava tchau e desligava, todo dia era a mesma coisa. Voltei para o Brasil pra cuidar do meu pai e da minha mãe, pois a gente nunca sabe até quando eles irão estar presentes”, concluiu.

Veja a emocionada entrevista de Taison ao jornalista Thiago Asmar, do Canal Pilhado:

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