
Ex-volante e até capitão do Grêmio entre as temporadas de 2009 e 2011, Fábio Rochemback relembrou o seu período no antigo Estádio Olímpico em entrevista ao jornalista Duda Garbi e rasgou elogios ao técnico Renato Portaluppi. O antigo atleta pegou Renato na primeira passagem do treinador pelo tricolor e identificou de cara todo o seu potencial como gestor, líder e também estrategista:
“O Renato, pra mim, é fenômeno. Um dos melhores que tem. Pode falar isso ou aquilo, mas foi um dos melhores da minha carreira. Me ajudou na moral, na confiança. É muito inteligente. O auxiliar, Alexandre, também. O Renato me botou para jogar. Se a torcida vaia, ele vai lá e bota de novo. Na nossa épocava, chegavam alguns jogadores desacreditados e ele ia colocando no time aos poucos, devagar”, afirmou Rochemback, antes de lembrar de alguns Gre-Nais da época:
- Fabris, Bagé, Serra e mais: jornalistas anunciam programa focado no tricolor com estreia no dia 1°
- Os bastidores e o “pedido” da irmã de Cristiano Ronaldo na Arena em vitória gremista
“Teve um Gre-Nal no nosso antigo Olímpico que o D’Alessandro chegou em mim e falou: ‘Todas bolas passam por ti, vou te marcar hoje’. E eu: ‘Ah é? Porque eu também vou te marcar’. E ficamos nos marcando. Ele até deu risada. Mas existia respeito. Outro que me dei bem foi o Guiñazu, gostaria de ter jogado com ele. Acho que teria sido uma boa dupla”.
- Jornalista protesta contra a arbitragem do 1° jogo da final do Gauchão: “Daronco 0x0 Grêmio”
- Roger Machado vê disputa “completamente aberta”, se diz muito confiante e cita Caíque como melhor em campo
- Eleito melhor jogador do jogo de ida da final em Caxias, Caíque se manifesta em suas redes sociais
A saída do Grêmio
Fábio Rochemback encaminhou a sua saída do Grêmio no começo de 2012 rumo ao Dalian, da China. Na época, ele havia perdido espaço com a chegada do técnico Caior Júnior, que faleceu no trágico voo da Chapecoense no fim de 2016. Para o ex-volante, não faria sentido seguir no tricolor apenas ganhando o salário, sem receber chances de jogar:
“Foi uma saída estranha do Grêmio. Tinha chegado o Caio Júnior, que Deus o tenha. E veio junto um monte de jogador, um monte de volante. Nisso, apareceu essa oportunidade para eu ir para China. O dirigente do Grêmio era o Paulo Pelaipe. Cheguei nele e falei: ‘Trouxeram um monte de jogador, eu não estou jogando, o Caio está me escanteando’. Eu estava bem, foi uma das férias que mais me cuidei para chegar bem. Eu tinha dois anos ainda com o Grêmio. O Pelaipe perguntou: ‘Tá, mas e o Grêmio?’. Eu disse pra ele que, com o salário que eu ganhava, podia trazer mais uns dois ou três jogadores. Ele concordou, aceitou e fui embora”, contou Fábio, antes de acrescentar:
“Se quisessem a minha permanência, eu ficaria. Mas seria ruim para mim, que não estava jogando e ruim para o clube, que seguiria gastando no meu salário”.
Na carreira, o ex-jogador também teve passagens por Inter, Barcelona, Sporting, Middlesbrough, além de convocações para a Seleção Brasileira. Depois do período citado acima na China, ele decidiu encerrar a carreira. Nascido em Soledade (RS), Fábio Rochemback hoje tem 42 anos.
LEIA MAIS ALGUMAS NOTÍCIAS GREMISTAS:
- Diego Costa se coloca à disposição para estar com o Grêmio na Bolívia na terça-feira: “Estou pronto”
- Erro foi de quem? Caíque e Rodrigo Ely se manifestam sobre lance que quase complicou o Grêmio na final do Gauchão
- Marchesín ressalta história do Grêmio na Libertadores e comenta altitude: “Não é fácil”
- Renata Fan vê Grêmio mais eficiente no Gauchão e diz que Renato está certo em zoar o Inter