
A traumática eliminação para o River Plate na Conmebol Libertadores de 2018, na fase de semifinal, em plena Arena do Grêmio, tira até hoje o sono de Jael. Centroavante titular daquele time treinado por Renato Portaluppi, ele esteve envolvido de forma indireta nos dois gols da virada dos argentinos, que mais tarde venceriam a competição sobre o rival Boca Juniors.
No primeiro gol, do hoje colorado Borré, Jael está na marcação e chega atrasado para tentar o corte. A bola, pelo que as imagens mostraram, toca no braço do centroavante colombiano e entra:
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“No gol do Borré, foi mão. Eu e o Cícero estávamos marcando a bola e ele estava solto. Eu saio e não dá tempo de marcar o Borré. O meu pé ficou embaixo. Na imagem, parece que foi um gol contra meu. Mas bateu no braço dele. A marcação era homem a homem e estava eu e o Cícero marcando a bola”, lembrou Jael, ao jornalista Duda Garbi.
Na ocasião, o 1×1 ainda servia ao Grêmio para se classificar, mas, no fim, o juiz vai ao VAR e marca pênalti por toque de Bressan. Por orientação de Renato, Jael, que seria substituído, caiu no gramado para ganhar tempo. Mas essa “demora” fez com que o árbitro pudesse ir ao VAR:
“Esse jogo me tira o sono várias vezes. Sem brincadeira, eu sonho toda semana com esse jogo. Acho que era 40 minutos do segundo tempo e eu iria sair. O Renato faz sinal para eu cair para ganhar tempo. Ninguém tinha imaginado que a bola tinha batido no braço do Bressan. E aí eu caio. Isso me deixa sem dormir. Pois se eu saio logo de uma vez, o cara ia bater rápido o escanteio e não teria VAR. Já era. Ninguém sabe, mas esse lance especificamente me deixa sem dormir”, declarou o ex-centroavante gremista, antes de finalizar:
“Eu estava cansado, tentei ganhar tempo e deu tempo deles chamarem. Ao mesmo tempo que estou saindo, o juiz está indo ao VAR. Me tira muito o sono, porque a gente seria bicampeão da Conmebol Libertadores ali”.
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Jael rasga elogios ao Grêmio de 2018
Apesar de ter feito parte do Grêmio de 2017, que venceu a Conmebol Libertadores, Jael entende que o melhor time naquele período era o de 2018, que venceu o Gauchão e a Recopa Sul-Americana.
“Para mim, o melhor Grêmio que eu vi jogar foi o de 2018. Lembra? Todos que vinham na Arena levavam quatro ou cinco. O que pesa é a eliminação para o River Plate. Chegamos até as quartas da Copa do Brasil, semi da Conmebol Libertadores e 4° do Brasileirão. Perdemos o Arthur, mas o Maicon voltou voando. Tem várias pessoas que falam isso também. Que o de 2018 era melhor que o de 2017. Mas claro que fica marcado pelo título”, concluiu.
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