InterMercado do Inter

Inter recebe alerta de Baldasso sobre Carbonero em momento decisivo

Comunicador critica possível venda do colombiano e cita risco maior no segundo semestre colorado

Continue lendo após o anúncio

Fabiano Baldasso fez um alerta forte sobre a possibilidade de o Inter negociar Johan Carbonero no meio da temporada. Em comentário no seu canal do YouTube, o comunicador colorado reconheceu que o clube vive necessidade financeira e precisa reduzir custos, mas tratou uma eventual venda do atacante como um movimento perigoso pelo momento esportivo do time.

A fala surgiu em meio ao debate sobre saídas no elenco e folha de pagamento. Baldasso citou a pressão por desonerar o clube, mas separou duas discussões. Para ele, pensar em diminuir gastos e montar um modelo mais sustentável é um tema importante para o planejamento da próxima gestão. O problema, segundo sua análise, é transformar isso em prioridade agora, com o Inter pressionado no Brasileirão.

O nome mais citado foi Carbonero, que voltou a entrar no radar do mercado. O Zona Mista já havia mostrado que o clube russo Krasnodar procurou informações sobre o atacante colombiano, embora o Inter ainda aguardasse uma proposta oficial naquele momento. A partir desse cenário, Baldasso questionou se realmente faria sentido abrir mão de um titular em uma fase de risco.

Continue lendo após o anúncio

O Inter comprou Carbonero em definitivo junto ao Racing, da Argentina, por US$ 4 milhões, segundo o ge. O próprio clube confirmou contrato até 31 de dezembro de 2029. Esse ponto aumenta o peso da discussão, já que a eventual venda aconteceria poucos meses depois de o Colorado bancar a permanência do atacante e assumir um compromisso longo com o jogador.

Baldasso vê Carbonero como essencial para o Inter

Na avaliação de Baldasso, Carbonero se tornou uma peça essencial dentro de um elenco que ainda busca respostas. O comunicador foi duro ao dizer que a importância atual do colombiano também expõe o nível técnico do time, mas reforçou que, dentro da realidade colorada, o jogador virou um dos poucos capazes de gerar desequilíbrio ofensivo.

Continue lendo após o anúncio

“Nós precisamos do Carbonero”, afirmou Baldasso durante a análise. A frase resume o ponto principal da crítica. Para ele, o Inter pode até buscar recursos e tentar resolver pendências financeiras, mas não deveria fazer isso enfraquecendo justamente uma das poucas peças que oferecem alguma solução de velocidade, profundidade e enfrentamento.

O atacante tem números que ajudam a explicar essa leitura. O site oficial do Inter registra Carbonero com 59 jogos e 12 gols pelo clube. No Brasileirão de 2026, levantamento do FotMob aponta quatro gols e três assistências do colombiano, além de mais de mil minutos em campo. Como material complementar, há também lances de Carbonero pelo Inter disponíveis no YouTube.

Baldasso também colocou a reposição como um ponto central. Na visão dele, não basta vender Carbonero, receber dinheiro e imaginar que o clube encontrará imediatamente um jogador melhor, mais barato e adaptado. O comunicador afirmou que o Inter tem dificuldade histórica em substituir atletas importantes e que a janela do meio do ano não oferece grande margem para erro.

A preocupação aumenta porque o Colorado vem de outras movimentações importantes. O Zona Mista mostrou recentemente que o Inter oficializou a venda de Borré ao River Plate, encerrando a passagem do camisa 19 pelo Beira-Rio. No caso de Carbonero, porém, Baldasso entende que a situação é diferente pela relevância do jogador no time atual.

Risco esportivo pesa mais que alívio financeiro

O ponto mais forte da fala de Baldasso foi a comparação entre aliviar o caixa e aumentar o risco esportivo. O comunicador disse que cair para a Série B seria um prejuízo muito maior do que qualquer valor obtido em uma venda apressada. Por isso, tratou a negociação de titulares como um caminho perigoso neste momento.

“O Inter corre sérios riscos de rebaixamento”, disse Baldasso. A tabela reforça que a distância é curta. O Colorado aparece em uma faixa embolada da classificação e ainda sem margem confortável para olhar apenas para o alto da tabela.

Baldasso ainda citou Bernabei e Villagra como outros nomes fundamentais para o segundo semestre. Na visão dele, Carbonero e Bernabei são especialmente importantes na parte ofensiva, enquanto Villagra aparece como peça de sustentação na marcação. Por isso, a possível saída de qualquer um desses jogadores é vista por ele como um risco esportivo ampliado.

A crítica também passou pela gestão do elenco. Baldasso afirmou que o Inter precisa conversar com jogadores que possam estar com a cabeça fora do clube, reorganizar o ambiente e fazer o grupo entender a gravidade dos próximos meses. Para ele, o clube precisa atravessar julho, agosto, setembro, outubro e novembro com foco total para não transformar a instabilidade atual em crise ainda maior.

Outro ponto citado foi a falta de produção recente da base como fonte de vendas maiores. Baldasso comparou o cenário colorado com o do Grêmio, que nos últimos anos tem conseguido negociar jovens por valores altos. A leitura dele é que, sem uma base forte para gerar receita, o Inter acaba olhando para titulares do elenco profissional, justamente quando mais precisa deles em campo.

A fala também funciona como cobrança direta sobre prioridades. Baldasso não negou a necessidade de reduzir gastos, mas defendeu que esse debate seja feito com mais calma, no fim do ano, e não durante uma temporada que ele considera emergencial. A frase final da análise deixa clara a posição: “Vender jogador titular não dá”.

Com isso, Carbonero deixa de ser apenas um nome observado pelo mercado e vira símbolo de um dilema maior no Beira-Rio. O Inter precisa de dinheiro, mas também precisa preservar competitividade. Na visão de Baldasso, vender o colombiano agora poderia até trazer um alívio imediato, mas aumentaria o risco de um problema esportivo muito mais caro.

Publicidade

Artigos relacionados

Continua depois da propaganda. Parcerias comerciais e publicidades, envie mensagem WhatsApp para 51 99999-8999