
MEMÓRIA
Vendido pelo Grêmio antes mesmo de estrear pelo time profissional, o atacante Guga Gouveia voltou ao radar da torcida tricolor por uma entrevista cheia de bastidores sobre a vida na Arábia Saudita. Atualmente no Al-Kholood, o jogador de 19 anos contou histórias do futebol saudita, revelou encontro com Benzema e reforçou um sonho que ainda carrega desde a saída de Porto Alegre: jogar na Arena com a camisa gremista.
A entrevista foi publicada pelo portal GE e mostra uma trajetória curiosa de um jovem que deixou o Grêmio cedo, apostou em um mercado diferente e agora tenta transformar a experiência internacional em salto de carreira. Guga foi negociado pelo Tricolor no início de 2025, sem ter atuado pelo profissional, e passou a viver uma realidade completamente diferente no futebol árabe.
O atacante contou que chegou a ir ao vestiário rival para encontrar Benzema, um dos grandes nomes do futebol mundial e referência para a posição. O francês, campeão da Champions League e vencedor da Bola de Ouro, virou personagem especial na caminhada do ex-gremista na Arábia. Guga enfrentou o Al-Hilal e também cruzou com nomes como Kanté e Fabinho em jogos contra o Al-Ittihad.
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“Eu trouxe meu irmão para o campo depois do jogo. Conversei lá com o Benzema, ele me levou no vestiário do Al-Hilal, eu e meu irmão. Atendeu a gente, deu a camisa, tiramos foto. Não foi só um sonho realizado para mim, proporcionar isso para o meu irmão também é uma das coisas que mais importam”, disse o jovem jogador.
A relação com esses jogadores de elite é vista pelo próprio atacante como parte do processo de crescimento. Guga destacou que conviver com atletas de alto nível ajuda no desenvolvimento profissional, tanto pela postura nos treinos quanto pelo cuidado diário com detalhes físicos e técnicos.
Ex-Grêmio vive experiência com astros na Arábia Saudita
A ida para a Arábia Saudita mudou completamente o ambiente de carreira de Guga. No Grêmio, ele era mais um jovem promissor da base, ainda tentando abrir caminho para chegar ao grupo principal. No Al-Kholood, passou a enfrentar jogadores consagrados, disputar competições nacionais e viver a exposição de uma liga que cresceu muito nos últimos anos.
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A presença de nomes como Cristiano Ronaldo, Benzema, Kanté, Fabinho e outros craques mudou o tamanho da vitrine do futebol saudita. Mesmo em clubes fora do grupo mais rico do país, como o Al-Kholood, jovens atletas acabam ganhando contato com um nível de exigência diferente. Para Guga, esse cenário virou oportunidade.
O atacante também passou por Porto Alegre durante as férias para realizar uma preparação física individual antes da pré-temporada. O detalhe reforça a ligação com a cidade onde cresceu como jogador. Guga saiu de casa ainda jovem para defender a base do Grêmio e passou seis anos no clube antes de ser vendido.
Na última temporada, ele marcou os primeiros gols como profissional e ganhou confiança para buscar mais espaço. Em abril, o ge já havia destacado que o ex-gremista se tornou um dos estrangeiros mais jovens a marcar na Liga Saudita. Aos 19 anos e seis meses, ficou atrás apenas do francês Rayane Messi, que balançou as redes com 18 anos e nove meses pelo Neom.
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Sonho de jogar pelo Grêmio ainda segue vivo
Mesmo longe do Brasil, Guga não esconde a ligação com o Grêmio. Na entrevista ao ge, ele deixou claro que ainda acompanha o clube quando consegue, apesar do fuso horário, e que mantém o sonho de atuar na Arena lotada. O atacante saiu sem jogar pelo profissional, algo que torna essa vontade ainda mais simbólica.
A história lembra outros casos recentes de jovens negociados antes de se consolidarem no time principal. O Grêmio formou o jogador, abriu espaço para sua valorização e manteve vínculo indireto com a trajetória dele. Na negociação feita em 2025, o clube preservou parte dos direitos econômicos, o que pode render valores futuros caso o atacante siga crescendo no mercado internacional.
“A vida me tornou gremista. Se perguntar para o meu irmão de nove anos, que cresceu aqui em Porto Alegre, qual é o time dele, ele fala Grêmio. Então, o meu sonho de jogar na Arena será realizado”, argumentou o garoto.
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Para o torcedor, o sentimento é misto. Por um lado, existe curiosidade sobre o que Guga poderia ter entregue no profissional gremista. Por outro, a experiência na Arábia pode acelerar o desenvolvimento do jogador e fortalecer o nome dele fora do país. Se confirmar o potencial, o ex-gremista pode se tornar mais um exemplo de atleta formado no clube que encontrou caminho importante no exterior.
A fala sobre a Arena também tem apelo emocional. Guga passou pela base, viveu Porto Alegre, criou identificação com o Grêmio e ainda não realizou o sonho de jogar diante da torcida tricolor. Essa lacuna ajuda a manter viva a possibilidade de reencontro no futuro, mesmo que hoje a carreira esteja voltada ao futebol saudita.









