
O Grêmio voltou a conviver com uma preocupação jurídica envolvendo Matías Arezo. O River Plate-URU cobra do clube gaúcho um repasse de US$ 100 mil, cerca de R$ 505 mil, ligado ao segundo empréstimo do atacante ao Peñarol. A cobrança reacende um problema recente nos bastidores e pode terminar novamente na FIFA, caso o valor não seja quitado. As informações são primeiramente do site El Observador, do Uruguai e com apurações do ge.
A pendência envolve a participação do River Plate-URU nos direitos econômicos de Arezo. O clube uruguaio ainda possui 50% do atacante e, por isso, entende ter direito a metade de uma das parcelas pagas pelo Peñarol ao Grêmio. O prazo de pagamento está vencido há cerca de 20 dias, enquanto o El Observador destacou nova cobrança feita pelos uruguaios.
O caso preocupa porque o River Plate-URU cogita acionar o Grêmio na FIFA na próxima semana. Se isso acontecer, o Tricolor pode ficar exposto a um novo transfer ban, punição que impede o registro de jogadores até a quitação do débito. A situação ainda não significa punição aplicada, mas recoloca o clube em alerta no mercado.
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A nova cobrança aparece em um momento delicado da temporada. O Grêmio tenta reagir dentro de campo, busca sair da zona de rebaixamento no Brasileirão e ainda precisa manter capacidade de movimentação para futuras janelas. Uma nova disputa internacional, mesmo por valor considerado menor no futebol, poderia virar obstáculo incômodo nos bastidores.
O tema também tem ligação direta com uma situação recente. Em novembro, o Zona Mista publicou que o Grêmio havia se manifestado após sofrer transfer ban da FIFA por pendência relacionada ao mesmo contexto de Arezo e River Plate-URU. Na ocasião, o clube afirmou que trabalhava para regularizar o valor devido.
Grêmio tenta evitar repetição de problema com Arezo
A operação de Arezo já havia causado desgaste financeiro ao Grêmio. Em janeiro, o clube pagou 151,5 mil euros ao River Plate-URU pelo primeiro empréstimo do atacante ao Peñarol e evitou um novo transfer ban naquele momento. Antes disso, em dezembro, a gestão gremista também havia resolvido dívida de R$ 7 milhões com o Granada, da Espanha, pela compra do jogador.
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Agora, a nova cobrança é referente ao segundo empréstimo ao Peñarol. O valor total da renovação do vínculo foi fixado em US$ 400 mil, dividido em duas parcelas. O River Plate-URU reclama metade de uma dessas parcelas, já que mantém parte dos direitos econômicos do centroavante.
A Agência RTI Esporte publicou anteriormente que o Peñarol pagou US$ 200 mil ao Grêmio em 31 de março como parte do acordo de empréstimo. Pela divisão mencionada, US$ 100 mil deveriam ser repassados ao River Plate-URU. A informação ajuda a explicar por que o clube uruguaio voltou a pressionar o Tricolor nos bastidores.
Arezo está emprestado ao Peñarol até dezembro. Existe opção de compra fixada em US$ 4 milhões, cerca de R$ 20,2 milhões pela cotação atual. O El Observador informou que o clube uruguaio já decidiu exercer a opção pelo atacante, em uma operação total que pode girar perto de US$ 4 milhões, considerando empréstimos e compra.
O contrato de Matías Arezo com o Grêmio vai até dezembro de 2028. O atacante foi comprado junto ao Granada, em julho de 2024, por 3 milhões de euros. A passagem pelo clube gaúcho, porém, não teve a sequência esperada, e o retorno ao futebol uruguaio acabou abrindo novos capítulos financeiros para o Tricolor.
Até agora, a situação está no campo da cobrança e da possibilidade de acionamento na FIFA. O ponto central para o Grêmio é evitar que a pendência avance e vire uma punição formal. Depois de já ter vivido problema semelhante, o clube sabe que qualquer bloqueio no registro de atletas pode atrapalhar planejamento, mercado e resposta esportiva.
O episódio surge justamente quando o Grêmio precisa diminuir ruídos fora de campo. A equipe vem de classificação na Copa do Brasil, mas ainda carrega pressão forte no Brasileirão. Em um ano de instabilidade, a cobrança por Arezo vira mais um alerta para a direção administrar antes que o caso ganhe proporção maior.


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