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Grêmio reaparece em revelação de Tite e bastidor surpreende

Treinador contou que recebeu duas procuras do clube depois da Copa do Mundo de 2022

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O Grêmio voltou ao centro de um bastidor antigo envolvendo Tite. Em entrevista ao ge, o treinador revelou que recebeu duas procuras do clube logo depois da eliminação da Seleção Brasileira para a Croácia, na Copa do Mundo de 2022. Na época, Tite deixou o comando do Brasil e ficou livre no mercado, em um período marcado por convites e indefinições sobre o futuro da carreira.

A revelação chama atenção porque Tite tem ligação forte com o Grêmio. Foi no clube gaúcho que ele ganhou projeção nacional no começo dos anos 2000. Pelo Tricolor, conquistou o Gauchão e a Copa do Brasil de 2001, títulos que ajudaram a consolidar seu nome entre os principais técnicos do país. O próprio Zona Mista já havia lembrado a relação do treinador com a Dupla Gre-Nal em matéria sobre seu retorno ao mercado. (Zona Mista)

O contato gremista teria acontecido em uma semana emocionalmente pesada para o treinador. Tite relatou que estava em Torres, no Rio Grande do Sul, tentando lidar com a queda da Seleção. Ao mesmo tempo, começaram a chegar sondagens de diferentes clubes brasileiros, incluindo Corinthians, Grêmio e Santos.

O nome do Grêmio apareceu quando Tite explicava os convites recebidos depois da Copa. Ele contou que houve uma tentativa inicial envolvendo o presidente e, depois, outra por meio de um diretor. O treinador também reforçou carinho pelo clube, mas indicou que não via condição de aceitar naquele momento.

GE: Você falou da primeira situação com o Corinthians em 2023, antes de ir para o Flamengo. Teve outra no ano passado, em que você chegou a aceitar o convite e depois acabou declinando. Você entendeu o que aconteceu e pode explicar para quem até hoje é curioso para te ouvir sobre isso?

“Eu faço terapia já faz mais de dez danos. Ela é direcionada ao trabalho, à minha particularidade, para eu estar bem comigo mesmo. No momento pós-Copa, eu também estava tão p*** da cara que até larguei um pouquinho: não quero, assim como a espiritualidade também. Mas aos poucos eu fui entender o que já falei anteriormente: as coisas são. E quando elas estão a teu favor, você tem que conhecer também, e aí vai embora”, disse Tite.

“Aquela semana, e ela foi muito pesada para mim, nós estávamos em Torres, no Rio Grande do Sul, e começou a chegar e bombar um convite atrás do outro. Veio um convite do Grêmio duas vezes. O presidente queria falar comigo e depois o diretor. E tenho uma gratidão também pelo Grêmio, porque foi o clube que me abriu as portas para alçar um estágio diferente do que eu estava. Eu colocava para ele que tinha outras situações: “cara, não dá, vai à luta”. Eu me considero construtor de equipe também, trabalho com início, meio e fim, porque aí consigo direcionar. Talvez ao longo da minha carreira toda o sucesso que tive foi com essa característica. Veio um outro clube que ele pediu para não falar naquela época e não me deu o direito agora também de falar, e era de uma pessoa por quem eu tenho uma gratidão muito grande e de um presidente que admiro. Depois veio o Santos, insistentemente. Em um período de uma semana? Cinco dias”, revelou Tite.

Tite explicou motivo para não aceitar o Grêmio

A negativa ao Grêmio não foi tratada por Tite como falta de interesse no clube. Pelo contrário. O treinador afirmou ter gratidão pelo Tricolor, justamente por considerar que o clube o ajudou a subir de patamar na carreira. A fala reforça o peso simbólico daquela passagem entre 2001 e 2003.

Na entrevista, Tite explicou que se considera um “construtor de equipe” e que costuma trabalhar com início, meio e fim. Essa característica pesou na decisão de não aceitar convites de imediato. Ele também citou uma possibilidade na Premier League, mais especificamente o West Ham, que era seu grande objetivo naquele momento.

A conversa também ajuda a entender por que Tite demorou a voltar ao futebol brasileiro depois da Copa. Ele recusou investidas, aguardou uma chance no exterior e só depois assumiu o Flamengo, em 2023. Mais tarde, ainda teve passagem pelo Cruzeiro em 2026, em trabalho curto, mas citado por ele como importante para recuperar prazer no dia a dia.

O bastidor agora ganha nova leitura pelo momento atual do Grêmio. O clube convive com pressão no Brasileirão, cobrança sobre Luís Castro e questionamentos sobre planejamento. A lembrança de Tite mostra que, em outro momento recente, o Tricolor tentou um nome de peso para comandar o futebol, mas não conseguiu avançar por uma decisão pessoal do treinador.

A revelação não muda o presente do Grêmio, mas reacende uma curiosidade importante sobre o passado recente. Caso Tite tivesse aceitado a procura, o clube poderia ter iniciado 2023 com outro projeto técnico. O caminho foi diferente, e o treinador seguiu outro roteiro até chegar ao Flamengo e, depois, ao Cruzeiro.

 

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