Além de bancar o técnico Luís Castro no cargo e evitar novamente vender ilusões aos torcedores, o diretor executivo Paulo Pelaipe fez uma retrospectiva do seu trabalho no Grêmio e lembrou até situações passadas depois da derrota de 3×0 para o Atlético-MG, fora, pelo Brasileirão. Ele citou a primeira passagem e as dificuldades que teve na Série B de 2005, que terminou no épico acesso obtido na Batalha dos Aflitos.
Pelaipe citou, por exemplo, a amarga derrota sofrida por 4 gols para o Anapolina fora de casa como uma das marcas negativas daquela campanha. E, no recorte recente, explicou por que deixou o Cruzeiro para retornar ao Grêmio na gestão Odorico Roman.
“A folha está em dia, o pagamento está em dia, pois estamos colocando o Grêmio dentro da realidade e precisamos falar a verdade. O torcedor está triste. Eu já peguei o Grêmio em situações piores, como na segunda divisão em 2005. Ou vocês esqueceram os 4×0 que levamos do Anapolina? E todos achavam que o Grêmio não subiria, que era um desastre total”, iniciou Pelaipe.
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“Eu saí do Cruzeiro para dar um pouco ao Grêmio de tudo aquilo que o Grêmio já me deu. E eu sabia da situação. Vim para o Grêmio por dever muito ao clube e aos torcedores. Estou trabalhando junto com a diretoria e temos que falar a verdade pro torcedor. Não adianta fazer onda”, acrescentou.
O Grêmio volta a jogar pelo Brasileirão no domingo que vem, 16h, contra o Bragantino, fora de casa. Mesmo com a derrota em Minas Gerais, o time não corre riscos de entrar na zona do rebaixamento do Brasileirão nesta semana.
Mais falas de Paulo Pelaipe sobre o Grêmio:
“O Grêmio estava em uma situação muito difícil quando o presidente Odorico assumiu. Só em dezembro pagamos R$ 53 milhões de atrasos. Entre 13°, férias, premiação para os jogadores. O torcedor precisa saber disso. Eu sempre fui verdadeiro com o torcedor. Sou um dirigente vitorioso e onde estive sempre venci títulos graças ao trabalho de equipe. Ninguém faz nada sozinho. E está na hora de falar a verdade para a torcida. Por que Arthur e Willian saíram? Porque não tínhamos mais condições de pagar os salários fora da realidade do clube”
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“Estamos envergonhados, esse não é o Grêmio, mas contra o Mirassol e o São Paulo fizemos jogos dignos de Grêmio. É um ano de travessia, é a realidade e o torcedor precisa saber, o torcedor precisa ajudar. Vamos enfrentar o Bragantino e depois teremos dois Gre-Nais pela Copa do Brasil. Tenho certeza que o torcedor estará do nosso lado“









