Logo após a coletiva de imprensa do técnico Luís Castro neste domingo, o diretor executivo do Grêmio, Paulo Pelaipe, também conversou com os jornalistas para repercutir a derrota de 3×0 para o Atlético-MG pelo Brasileirão e igualmente tratar de outros temas. Antes de tudo, ele relembrou, inclusive com números, a dificuldade que a atual gestão vem tendo para tocar o trabalho.
Com críticas à antiga diretoria, Pelaipe relembrou as dívidas herdadas pelo presidente Odorico Roman e o quanto o clube já teve que desembolsar para quitar pagamentos antigos. Nesta mesma linha financeira, o dirigente explicou as saídas recentes de Arthur e Willian:
“O Grêmio estava em uma situação muito difícil quando o presidente Odorico assumiu. Só em dezembro pagamos R$ 53 milhões de atrasos. Entre 13°, férias, premiação para os jogadores. O torcedor precisa saber disso. Eu sempre fui verdadeiro com o torcedor. Sou um dirigente vitorioso e onde estive sempre venci títulos graças ao trabalho de equipe. Ninguém faz nada sozinho. E está na hora de falar a verdade para a torcida. Por que Arthur e Willian saíram? Porque não tínhamos mais condições de pagar os salários fora da realidade do clube”, disse Pelaipe, antes de reconhecer a atuação ruim contra o Atlético-MG.
“Estamos envergonhados, esse não é o Grêmio, mas contra o Mirassol e o São Paulo fizemos jogos dignos de Grêmio. É um ano de travessia, é a realidade e o torcedor precisa saber, o torcedor precisa ajudar. Vamos enfrentar o Bragantino e depois teremos dois Gre-Nais pela Copa do Brasil. Tenho certeza que o torcedor estará do nosso lado”, acrescentou.
“Foi um dia negro, um dia negativo, um dia difícil. Quero deixar claro que utilizei essa palavra pois não jogamos futebol. Não competiu. O Grêmio não jogou o futebol. Alguns jogadores sentiram o jogo e a derrota foi muito justa”, finalizou.
Grêmio mantém Luís Castro
Assim como já havia feito depois da derrota para o Mirassol fora de casa pelo Brasileirão, no primeiro jogo depois da parada da Copa do Mundo, Pelaipe outra vez bancou a continuidade de Luís Castro no cargo. Ele relembrou outras demissões recentes no Grêmio, como de ídolos como Felipão e Renato, para ilustrar que este tipo de prática não resolve o problema.
Momentaneamente, o Grêmio está no 15° lugar da tabela de classificação do Brasileirão com 25 pontos, mas ainda pode perder posições no complemento da rodada. O próximo jogo é no domingo que vem, 16h, fora, diante do Bragantino.









