As mudanças promovidas por Luís Castro ao longo do segundo tempo do 3×0 para o Atlético-MG tiveram objetivos diferentes dentro da tentativa de reação do Grêmio. O treinador fez três alterações no intervalo e, posteriormente, voltou a mexer no meio-campo com a entrada de Gabriel Mec.
Krovinović entrou no lugar de Nardoni e fez sua estreia oficial pelo clube. Também no intervalo, Tetê substituiu Pavón e Kannemann entrou na vaga de Gustavo Martins. Gabriel Mec só foi acionado aos 18 minutos do segundo tempo, no lugar de Dodi, enquanto Caio Paulista entrou mais tarde na partida.
Nos primeiros minutos depois do intervalo, antes mesmo da entrada de Mec, o Grêmio conseguiu aumentar sua presença ofensiva. Krovinović apareceu mais próximo da área e Amuzu encontrou espaços para finalizar. A reação, porém, não se sustentou e o Atlético-MG voltou a encontrar espaços para atacar.
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“Na segunda parte, quando lançamos Krovi e lançamos Mec, era para ficarmos mais dominantes no meio-campo adversário. Mas sempre que errávamos e dávamos espaço, sofríamos o contra-ataque e a equipe era empurrada muito para trás. Andamos sempre em contraciclo no jogo e não fomos uma equipe competitiva”, explicou Luís Castro.
A fala do treinador engloba as duas alterações realizadas em momentos diferentes do segundo tempo. Krovinović participou desde o reinício da partida, enquanto Gabriel Mec foi utilizado posteriormente, quando o Grêmio já buscava novas alternativas para tentar modificar o cenário.
Grêmio tentou mudar o jogo depois do intervalo
A proposta da etapa final contrastava com aquilo que Luís Castro havia planejado inicialmente. No primeiro tempo, o treinador procurou montar uma equipe capaz de pressionar a saída atleticana e aproveitar recuperações de bola para acelerar com Pavón, Amuzu e Carlos Vinícius.
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A estratégia inicial não funcionou. O Grêmio quase não conseguiu chegar à área adversária e terminou o primeiro tempo perdendo por 1×0. Foi neste cenário que Castro decidiu fazer três mudanças antes do reinício da partida, incluindo a estreia de Krovinović.
“Nossa primeira pressão era para tentar ganhar a bola em um segundo momento e depois lançar os homens que faziam essa pressão, Amuzu, Pavón e Vini, no ataque rápido. Nunca conseguimos executar essa estratégia durante a primeira parte. Depois, na segunda, mudamos para tentar ter mais domínio no meio-campo contrário”, detalhou.
A entrada de Krovinović oferece uma primeira indicação sobre a função pensada pelo treinador para o reforço croata. Ele foi colocado no meio para aumentar a circulação, aproximar a equipe do campo ofensivo e oferecer uma opção de passe mais constante entre os setores.
O Grêmio chegou a produzir seus melhores minutos justamente no começo do segundo tempo. A reação, porém, durou pouco. Cuello marcou o segundo gol do Atlético-MG aos 17 minutos e voltou a balançar a rede três minutos depois. Entre os dois gols, aos 18, Gabriel Mec entrou no lugar de Dodi, em nova tentativa de Luís Castro para modificar o meio-campo.
A partir daí, o próprio treinador reconheceu uma queda anímica da equipe. O Atlético-MG passou a encontrar ainda mais espaços nos contra-ataques e poderia ter construído um placar maior.
Apesar do resultado, a explicação de Castro permite observar duas tentativas distintas. Primeiro, Krovinović foi utilizado desde o intervalo para ajudar o Grêmio a ter mais bola e presença ofensiva. Depois, Gabriel Mec foi lançado para acrescentar mobilidade e aumentar as opções em um momento no qual o time já precisava correr atrás do resultado.
O próximo teste será contra o Red Bull Bragantino, novamente fora de casa. Depois da experiência frustrada em Belo Horizonte, caberá a Luís Castro decidir se Krovinović ganhará mais espaço desde o início e quais das mudanças realizadas diante do Atlético-MG serão mantidas para a sequência da temporada.









