Paulo Pelaipe voltou a colocar publicamente em discussão os valores que o Grêmio ainda tem a receber do Botafogo. Depois da derrota para o Atlético-MG, o executivo gremista citou as negociações envolvendo Cuiabano e outros jogadores formados no clube e afirmou que o time carioca ainda mantém compromissos financeiros com o Tricolor.
O assunto apareceu enquanto Pelaipe explicava por que considera importante preservar, aproveitar e valorizar jogadores formados na base. Ao falar de Viery, o dirigente lembrou que o zagueiro chegou a estar disponível para deixar o clube antes de ganhar espaço e posteriormente ser vendido à Fiorentina.
“O jogador já estava disponível para ir para o Botafogo. O Grêmio já fez doações com o Nathan e o Cuiabano. Vocês viram que foi vendido? Na realidade, foi doado. E até agora o Botafogo não pagou o Grêmio. Então, aquele jogador que estava sendo dispensado acabou sendo aproveitado pelo treinador”, afirmou Pelaipe.
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A palavra “doado” representa a avaliação crítica feita pelo próprio dirigente sobre as operações. Cuiabano foi negociado em definitivo com o Botafogo em 2024, enquanto Nathan Fernandes também deixou posteriormente o Grêmio em uma transferência para o clube carioca.
Dívida já entrou em outra negociação do Grêmio
A relação financeira entre os clubes ganhou um novo capítulo nesta temporada. Para contratar Matheus Nascimento em definitivo, o Grêmio utilizou parte dos créditos que possuía contra o Botafogo para compor a operação.
Uma parcela do valor devido pelas compras de Cuiabano e Nathan Fernandes foi abatida na chegada do atacante. Isso significa que a manifestação de Pelaipe agora deve ser interpretada como uma cobrança pelos valores que, segundo o executivo, permanecem pendentes, e não como se nenhuma compensação tivesse ocorrido entre os clubes.
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O tema já havia gerado forte repercussão durante a negociação por Matheus Nascimento. Na ocasião, o Grêmio encontrou uma maneira de transformar parte do crédito em reforço para o elenco, reduzindo a quantia que precisaria receber diretamente.
A declaração deste domingo mostra, porém, que o assunto não está encerrado na avaliação da atual direção gremista.
Pelaipe utilizou o episódio como exemplo de uma política que pretende evitar. A direção afirma que precisa organizar as contas do clube e, ao mesmo tempo, impedir que ativos formados internamente deixem Porto Alegre sem retorno considerado compatível.
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A cobrança envolvendo o Botafogo voltou ao debate justamente em uma entrevista na qual o executivo tratou de recuperação financeira, redução de custos e valorização de jogadores. Pelaipe entende que o Grêmio precisa defender com mais rigor seus ativos e os valores envolvidos nas negociações.









