InícioGrêmioAtlético-MG

Atlético-MG teve duas braçadeiras de capitão contra o Grêmio? Entenda o motivo

Nova regra da CBF explica por que goleiro e jogador de linha apareceram com a braçadeira

Continue lendo após o anúncio

Uma situação diferente chamou atenção durante a derrota do Grêmio por 3×0 para o Atlético-MG, no domingo, na Arena MRV. Em determinado momento da partida, Everson e Bernard apareceram simultaneamente utilizando braçadeiras pelo time mineiro.

A imagem foi destacada posteriormente pela TNT Sports nas redes sociais. Everson iniciou a partida como capitão do Atlético-MG e permaneceu utilizando sua faixa. Já Bernard, que entrou ainda no primeiro tempo, também apareceu com uma braçadeira no braço.

A cena poderia dar a impressão de que o Atlético-MG estava com dois capitães ao mesmo tempo, mas tecnicamente não é exatamente isso. A explicação está no protocolo de comunicação com a arbitragem que passou a ser aplicado no Campeonato Brasileiro.

+ Chico Garcia explica por que não há a “menor possibilidade” do Grêmio demitir Luís Castro

Everson segue capitão; Bernard atua como interlocutor

A orientação restringe a aproximação dos jogadores ao árbitro em situações de discussão ou pedido de esclarecimento. A ideia é que apenas o capitão exerça essa função, reduzindo os tradicionais cercos de vários atletas ao juiz.

Existe, porém, uma situação especial quando o capitão é o goleiro. Como ele pode estar distante do local de uma decisão, a equipe pode indicar também um jogador de linha para exercer a função de interlocutor com a arbitragem.

Foi justamente essa situação que produziu a cena curiosa na Arena MRV. Everson continuou sendo o capitão do Atlético-MG, enquanto Bernard apareceu identificado em campo também com uma braçadeira para exercer a função destinada ao jogador de linha.

+ Luís Castro explica o que buscou com Krovinović e Gabriel Mec no Grêmio

A existência das duas faixas, portanto, não significa que Atlético-MG tinha dois capitães exercendo simultaneamente a mesma função. Everson seguia como capitão da equipe, e o jogador de linha designado poderia conversar com o árbitro quando a distância do goleiro tornasse essa comunicação necessária.

Também há um detalhe importante: goleiro e representante de linha não devem abordar o árbitro juntos. O protocolo estabelece justamente um interlocutor por vez.

A medida faz parte das mudanças de procedimento adotadas no futebol brasileiro nesta fase da temporada. Embora o conceito já exista nas orientações internacionais de arbitragem, sua aplicação no Brasileirão tornou a situação muito mais visível para o público.

No caso de Atlético-MG x Grêmio, o detalhe ganhou ainda mais destaque porque as duas braçadeiras puderam ser vistas claramente durante a transmissão. A TNT Sports brincou com a situação ao questionar nas redes sociais se o time mineiro estava jogando com dois capitães.

Dentro de campo, Bernard havia sido acionado ainda na primeira etapa. Com a faixa também no braço, passou a oferecer a imagem que gerou a curiosidade, enquanto Everson permaneceu normalmente no gol com a braçadeira de capitão.

O episódio acabou sendo uma das curiosidades do confronto vencido pelo Atlético-MG por 3×0. Vitor Hugo abriu o placar no primeiro tempo e Cuello marcou duas vezes na etapa final.

Para quem estranhou a cena, portanto, a explicação é simples: Everson era o capitão; Bernard estava identificado como jogador de linha autorizado a exercer a interlocução com a arbitragem.

Publicidade

Artigos relacionados

Continua depois da propaganda. Parcerias comerciais e publicidades, envie mensagem WhatsApp para 51 99999-8999