D’Alessandro diz estar distante do Inter e vê falta de reconhecimento: “Grêmio tem camarote de ídolos”

Ex-meia do Inter deu uma forte entrevista à reportagem da Rádio Gre-Nal

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O ex-meia Andrés D’Alessandro deixou claro o seu descontentamento com a atual direção do Inter em entrevista concedida à Rádio Gre-Nal na manhã desta quinta-feira. Ídolo da torcida, o argentino admitiu estar distante do clube e citou uma falta de reconhecimento, mencionando o caso do rival, Grêmio, que tem um camarote destinado aos ídolos nos jogos da Arena.

“O Grêmio tem um camarote que leva os ídolos em todas as partidas. Não estou falando apenas por mim, mas acho que esse reconhecimento é legal. Quando fica distante disso, parece que você não fez nada. Sou muito verdadeiro. Para mim nunca é cinza. É branco e preto. Falo essas questões, também, pelos meus filhos. Todos somos sócios do clube lá em casa”, lamentou D’Alessandro.

Em 2023, D’Alessandro atuou como coordenador de futebol do Cruzeiro. No fim do ano, esteve na chapa de Roberto Melo e teria cargo na direção do Inter, mas Alessandro Barcellos venceu as eleições e garantiu mais três anos de comando.

“A partir do momento que fui para o Cruzeiro, abri mão do meu camarote no Beira-Rio. Não estou indo ao estádio por questões que vocês devem imaginar. Hoje, estou um pouquinho distante do clube. Tenho feito alguns cursos virtuais. Indo mais a Argentina e frequentando algumas partidas. Hoje, não tenho pressa para decidir alguma situação relacionada ao futuro”, disse D’Ale.

D’Alessandro lamenta situação do RS

Conhecido por seus gestos sociais e ajuda aos mais necessitados, D’Alessandro tem feito doações e visitado abrigos com desalojados pelas enchentes. Ele, nesta mesma entrevista, admitiu que nunca viu nada igual como nesses dias no Rio Grande do Sul:

“Nunca tinha visto algo como o que estamos enfrentando. A gente visita bastante crianças e levamos carinho. Mas, isso aqui, é algo totalmente diferente. Fomos aos abrigos e não sabíamos o que íamos enfrentar. Eu acho que pelo que estamos vendo na rua, nos abrigos, a gente nunca faz nada sozinho. Mas, o mais difícil, é o depois. Como vamos recolocar essas pessoas na sociedade”, concluiu.

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