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Pezzolano exalta retorno de Alan Patrick ao Inter: “Precisamos muito dele”

Treinador elogia resposta do capitão e esclarece a condição física do camisa 10

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Paulo Pezzolano fez fortes elogios a Alan Patrick depois da vitória do Inter por 2×0 sobre o Corinthians, no Beira-Rio, pela partida de ida das oitavas de final da Copa do Brasil, em jogo disputado já na noite deste domingo. O técnico valorizou principalmente a postura adotada pelo capitão durante o período em que perdeu espaço entre os titulares.

Alan Patrick começou pelo segundo jogo consecutivo e voltou a participar diretamente do resultado. Depois de Matheus Bahia abrir o placar, o camisa 10 cobrou o pênalti sofrido por Bruno Gomes, deslocou Hugo Souza e marcou o segundo gol colorado aos 21 minutos da etapa final.

A retomada começou no empate do Inter com o Flamengo no Beira-Rio. Naquela partida, Alan Patrick retornou ao time inicial após aproximadamente dois meses, recuperou a braçadeira de capitão e ajudou a equipe a apresentar uma atuação mais segura.

Na entrevista coletiva, Pezzolano lembrou que jamais questionou a capacidade técnica do jogador. Segundo o uruguaio, as duas boas atuações somente foram possíveis porque Alan manteve o nível de dedicação mesmo quando não era escolhido para iniciar as partidas.

“Alan Patrick é um jogador de uma qualidade enorme. Ele esperou o momento dele trabalhando muito. Fez esses dois jogos excelentes porque estava treinando muito bem. Se não tivesse trabalhado dessa maneira durante o período em que ficou fora, não poderia ter apresentado essas atuações”, afirmou Pezzolano.

“Parabéns a ele, porque precisamos muito dele. O Inter precisa muito dele. Ele está treinando e fazendo o que tem que fazer, que é jogar com toda a qualidade que possui”, acrescentou o treinador colorado.

Alan Patrick não estava fora por problema físico

O retorno do capitão também esclarece uma discussão que acompanhou o Inter durante os últimos meses. Alan Patrick permaneceu no banco mesmo em jogos nos quais o time precisava criar mais, cenário que aumentou os questionamentos sobre a sua posição dentro das escolhas de Pezzolano.

Depois da derrota para o Cruzeiro, o treinador já havia explicado por que Alan Patrick não foi utilizado. Naquele momento, Pezzolano relacionou a decisão às necessidades daquela partida e à maneira como pretendia atacar o adversário.

Contra Flamengo e Corinthians, o cenário foi diferente. O Inter atuou com linhas próximas, protegeu melhor o campo defensivo e permitiu que o camisa 10 participasse mais perto de Carbonero, Vitinho e Bernabei. A estrutura reduziu a obrigação de Alan percorrer grandes distâncias para receber a bola.

A substituição do capitão aos 38 minutos do segundo tempo diante do Corinthians também não ocorreu por limitação física. Pezzolano garantiu que o meia possui condições de atuar durante toda a partida e explicou que a entrada de Calebe serviu para renovar a intensidade nos minutos finais.

“Calebe e Alan Patrick podem jogar juntos. Alan também pode suportar os 90 minutos, está muito bem. O que aconteceu foi que, naquele momento, precisávamos defender um pouco mais e colocar pernas frescas na equipe. Tirei para dar fôlego ao time, nada além disso”, esclareceu.

A declaração afasta a ideia de que Pezzolano esteja administrando uma restrição física do camisa 10. A decisão foi exclusivamente tática, motivada pela pressão exercida pelo Corinthians nos instantes finais e pela necessidade de preservar a vantagem construída.

Pezzolano ainda prevê mudanças conforme o adversário

Apesar das duas atuações positivas, o treinador evitou afirmar que encontrou uma formação definitiva. Pezzolano destacou que o Inter tentou desenvolver comportamentos semelhantes com jogadores e estruturas diferentes, mas lembrou que cada adversário apresenta uma exigência específica.

A proposta utilizada nos dois últimos compromissos funciona melhor diante de equipes que assumem a posse e deixam espaços ao avançar. O próprio treinador já havia admitido onde o Inter consegue render melhor, destacando a importância da compactação e das transições rápidas.

Quando enfrentar adversários mais fechados, o Colorado terá maior responsabilidade para controlar a bola e construir as jogadas. Por isso, a presença de Alan Patrick tende a continuar importante, mas poderá ser cercada por companheiros com características diferentes conforme a partida.

Agora, o camisa 10 tentará confirmar a retomada na partida de volta das oitavas de final. O Inter enfrenta novamente o Corinthians na quinta-feira, às 20h, na Neo Química Arena, podendo perder por até um gol de diferença para avançar na Copa do Brasil.

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