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Baldasso diz que o Inter “morreu”, compara gestões e defende recuperação judicial e SAF

Comunicador cobra mudança profunda no modelo de gestão e fala na necessidade de o clube “renascer”

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+ Fabiano Baldasso voltou a fazer duras críticas ao momento institucional do Inter e, desta vez, projetou uma transformação profunda para o futuro do clube. Em comentário direcionado aos colorados, o jornalista afirmou que o Inter como os torcedores conheceram “acabou” e defendeu a construção de um novo modelo de administração.

Na avaliação de Baldasso, a crise atual ultrapassou os resultados dentro de campo. O comunicador entende que o clube precisará rever sua estrutura de governança, reorganizar as finanças e, posteriormente, discutir a transformação do futebol em SAF.

“O nosso Inter acabou. O Inter que a gente amou sempre, o Inter de você que tem 15 anos de idade, o meu Inter, o Inter do senhor de 80 anos de idade, ele não existe mais. O Inter acabou. Essa gestão destruiu o Inter”, declarou.

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Apesar do tom pessimista sobre o presente, Baldasso afirmou que não enxerga desaparecimento do clube. Para ele, a força da torcida impedirá esse cenário, mas a instituição precisará assumir uma configuração diferente nos próximos anos.

“A partir de agora, a gente vai ter que pensar no novo Inter que pode nascer. O Inter não vai fechar, porque nós somos 8 milhões que não vão deixar isso acontecer. Mas será um novo Inter, de um novo modelo de gestão. Um novo Inter que, daqui a pouco, não passa mais por Conselho Deliberativo, não passa mais por Conselho de Gestão, por vice de futebol, pela forma como é hoje. O Inter vai ter que se reinventar, o Inter vai ter que renascer”, acrescentou.

Baldasso defende recuperação judicial antes de SAF

Um dos pontos centrais da manifestação foi a situação financeira. Baldasso defendeu que o Inter entre em recuperação judicial como uma etapa de reorganização antes de avançar para uma eventual SAF.

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O tema não surgiu apenas no comentário do jornalista. A Alvarez & Marsal, consultoria contratada para analisar alternativas financeiras e de governança, apresentou ao clube um plano no qual a recuperação judicial aparecia como possibilidade para uma primeira fase. A transformação em SAF surgia posteriormente, depois de um processo de reorganização financeira.

A direção colorada, porém, indicou nos últimos meses que não pretende seguir integralmente essa recomendação. Internamente, dirigentes demonstraram preocupação com os possíveis impactos institucionais e comerciais de uma recuperação judicial e passaram a estudar alternativas.

Baldasso, por sua vez, considera que o cenário atual exige uma medida mais profunda.

“O novo Inter passa, em primeiro lugar, por uma recuperação judicial. A empresa contratada por essa gestão, empresa de consultoria, já disse que tinha que ser feito. Essa empresa também indicou que o Inter, ali adiante, vai ter que virar SAF. Eu até não era a favor, mas não há saída”, afirmou.

Na visão do comunicador, a recuperação judicial permitiria ao clube reorganizar obrigações financeiras antes de uma eventual mudança definitiva do modelo societário.

“Recuperação judicial para o Inter se reorganizar minimamente. Até para ser vendido, tu tem que te reorganizar de alguma forma, tirar esses transfer bans todos, gastar pouco dinheiro, fazer uma equipe razoavelmente competitiva. Depois, sim, o Inter acaba virando SAF”, projetou. Fabiano Baldasso

Baldasso volta a criticar gestão do Inter

Baldasso também retomou críticas direcionadas à administração de Alessandro Barcellos. O comentarista já havia classificado anteriormente a atual gestão como a pior da história colorada e voltou a responsabilizá-la pela situação financeira e esportiva.

Em determinado momento, comparou a administração atual com o período de Vitorio Piffero. Neste ponto, é importante diferenciar a manifestação opinativa dos fatos conhecidos. Piffero e antigos dirigentes do Inter foram condenados pela Justiça em processos relacionados a desvios de recursos ocorridos durante a gestão de 2015 e 2016, com decisões ainda sujeitas aos recursos cabíveis.

Baldasso utilizou o episódio para sustentar a visão de que decisões esportivas e financeiras tomadas nos últimos anos também provocaram perdas relevantes ao clube. Ele citou, como exemplos, as contratações do lateral-esquerdo Ramon e do zagueiro Juninho.

Juninho foi adquirido junto ao Midtjylland por aproximadamente 1,5 milhão de euros, cerca de R$ 9 milhões na cotação da época. Já Ramon custou aproximadamente R$ 9 milhões em sua contratação junto ao Olympiacos. As duas negociações também passaram a ter repercussão financeira recente porque pendências relacionadas aos negócios resultaram em punições de transfer ban aplicadas pela FIFA ao Inter.

“Vai ser um novo Inter”

Apesar do discurso de ruptura, Baldasso encerrou a manifestação projetando uma reconstrução futura. Para ele, o clube continuará existindo pela força de sua torcida, mas precisará abandonar práticas administrativas atuais e reconstruir sua estrutura.

“Lamento, senhoras e senhores. O nosso Inter morreu. Essa gestão matou o Inter, mas a gente vai ressurgir. A gente vai ressurgir ali adiante, dentro de uma nova ideia. Vai ser tudo diferente, vai ser um novo Inter, mas que vai de novo nos dar alegrias. Não tenho dúvida nenhuma”, concluiu. Fabiano Baldasso

A discussão sobre o futuro financeiro e institucional do Inter acontece paralelamente à luta contra o rebaixamento no Brasileirão. Dentro de campo, o Colorado tem dez rodadas restantes para tentar reagir e evitar uma queda que agravaria ainda mais as dificuldades de receita projetadas para a próxima temporada.

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