As próximas horas serão decisivas no Inter e o técnico Paulo Pezzolano volta a se encontrar ameaçado. Ele havia ganho um respiro importante depois da vitória de 2×1 sobre a Chapecoense no final de semana anterior, mas voltou a ficar pendurado após a derrota de 1×0 para o São Paulo, fora de casa, neste sábado, com gol de Calleri de pênalti no primeiro tempo.
O domingo é de reunião entre dirigentes do Inter, que estão evitando a imprensa e não deram declarações públicas desde a derrota no MorumBIS. A reapresentação colorada está marcada para terça e até lá mudanças são cogitadas.
“Ainda dá para salvar. Ainda dá para melhorar coisas. Temos confrontos diretos e jogos em casa. O Vasco colocou dinheiro e contratou muito bem. Nós vamos jogo a jogo. Temos que pensar em nós e buscar vencer o próximo jogo. Eu acreditarei até o último segundo. Assim tem que ser a vida. Acreditar, trabalhar, redobrar esforços. Enquanto temos vida, temos que ir em frente”, destacou Pezzolano após a derrota para os paulistas.
+ Inter e Grêmio no Z4: Renato promete explicar crise dos gaúchos em dezembro
Duas situações seguem segurando Pezzolano: o forte apoio do diretor técnico Abel Braga e a falta de opções de impacto no mercado. Além disso, a diretoria atual passará o bastão para a nova gestão dentro de três meses, o que dificultaria a assinatura de um contrato longo com um novo profissional.
Serão cerca de duas semanas de pausa até o próximo jogo, dia 7, em casa, contra o Corinthians, o que poderia dar um tempo razoável para uma nova comissão técnica chegar, se apropriar do elenco e começar a dar a sua cara ao time.
No 18° lugar com 28 pontos, o Inter, segundo cálculos matemáticos, tem mais de 60% de chance de rebaixamento. Até o final do ano, serão apenas mais 10 jogos, com cinco deles no Beira-Rio e outros cinco longe do Rio Grande do Sul.









