
Paulo Pezzolano explicou por que não colocou Alan Patrick nem outro meia de criação durante a derrota do Inter por 2×1 para o Cruzeiro, no Beira-Rio.
O camisa 10 permaneceu no banco durante toda a partida, inclusive depois da expulsão de Victor Gabriel. Mesmo precisando buscar o empate, o treinador optou por preservar jogadores de velocidade e reforçar a intensidade nos corredores.
A decisão chamou atenção porque Alan Patrick é uma das principais referências técnicas do elenco. Pezzolano, porém, avaliou que a entrada de um articulador obrigaria o Inter a retirar Carbonero ou outro atacante e deixaria o meio-campo excessivamente exposto.
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“Era um jogo para transição e para jogar rápido, ainda mais com um jogador a menos. Se eu colocasse um meia, precisaria tirar Carbonero ou outro jogador da frente. Não podia deixar o meio tão aberto. Estávamos sólidos com dez jogadores e tentando buscar o gol.”
O treinador acrescentou que a escolha teve como objetivo impedir que o Cruzeiro aproveitasse os espaços e transformasse a vantagem em uma goleada.
Pezzolano temia sofrer mais três ou quatro gols
Victor Gabriel foi expulso aos 13 minutos do segundo tempo. Naquele momento, o Inter perdia por 1×0 e tentava adiantar suas linhas para buscar o empate.
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A expulsão alterou completamente o cenário. Pezzolano precisou manter jogadores suficientes na proteção do meio e da área, ao mesmo tempo em que precisava conservar alguma capacidade para atacar.
Matheus Pereira ampliou a vantagem do Cruzeiro poucos minutos depois. A equipe mineira encontrou espaço na entrada da área, e o meia superou a marcação antes de finalizar para o gol.
Mesmo com o 2×0, o treinador não abriu completamente a formação. Alan Patrick, Allex e outros jogadores ofensivos permaneceram no banco.
“Se eu colocasse um meia e abrisse ainda mais o meio-campo, poderíamos sofrer três ou quatro gols. Precisávamos manter a equipe sólida com um jogador a menos e, ao mesmo tempo, tentar encontrar o gol.”
A avaliação foi de que uma mudança excessivamente ofensiva aumentaria o risco sem garantir maior capacidade de criação. Pezzolano preferiu utilizar atletas capazes de cobrir espaços e acelerar pelos lados.
Paulinho e Braian Aguirre entram pela intensidade
As últimas substituições ocorreram aos 40 minutos do segundo tempo. Paulinho entrou no lugar de Villagra, enquanto Braian Aguirre substituiu Bruno Gomes.
Pezzolano explicou que a intenção era acrescentar força e velocidade. O Cruzeiro estava mais fechado na região central, o que levou o Inter a procurar jogadas pelos corredores.
“No fim, queríamos colocar mais intensidade. O Paulinho poderia atacar com força por dentro, e o Braian Aguirre nos daria intensidade e velocidade pelo lado. Eles estavam fechados, então era um momento para jogar mais por fora e menos por dentro.”
A estratégia produziu uma reação tardia. Carbonero marcou aos 38 minutos, antes das duas alterações, e o Inter tentou pressionar nos acréscimos.
O time, entretanto, não conseguiu criar uma chance clara para empatar. O Cruzeiro controlou as últimas ações e confirmou a vitória no Beira-Rio.
Alan Patrick perdeu protagonismo durante a temporada
A ausência contra o Cruzeiro acrescenta um novo capítulo à temporada de Alan Patrick. O meia começou o ano como uma das principais referências do time, mas perdeu espaço à medida que Pezzolano passou a priorizar intensidade, marcação e transições.
O treinador não afirmou que o jogador foi definitivamente retirado dos planos. A decisão foi apresentada como uma escolha relacionada às características da partida e ao prejuízo provocado pela expulsão.
Mesmo assim, o camisa 10 não foi utilizado quando o Inter precisava de um gol. O cenário aumenta o debate sobre a função que Alan Patrick exercerá durante o segundo turno.
A qualidade no passe, na bola parada e na organização ofensiva permanece importante. Por outro lado, Pezzolano cobra participação sem a bola e capacidade de acompanhar o ritmo exigido pelo modelo.
O próprio treinador já demonstrou desapego a um único sistema. A prioridade, segundo ele, é adaptar a equipe às peças disponíveis e às necessidades de cada confronto.
Contra o Cruzeiro, a adaptação significou deixar Alan Patrick no banco e procurar o resultado com jogadores mais velozes. A derrota aumenta a cobrança para que essa escolha produza uma resposta no compromisso seguinte.
Próximo jogo pode apresentar nova formação
O Inter visita o Athletico-PR no sábado e terá Victor Gabriel suspenso. A ausência poderá obrigar Pezzolano a reorganizar novamente a defesa e o meio-campo.
Alan Patrick aparece como uma alternativa caso o treinador decida abandonar os três zagueiros e voltar a utilizar um articulador central. Também existe a possibilidade de manter a proposta baseada em transições, com Carbonero, Bernabei e jogadores de maior intensidade.
A escalação dependerá dos treinamentos e da recuperação dos atletas que apresentaram problemas físicos. Depois de permanecer no banco durante toda a derrota, Alan Patrick aguardará uma nova decisão de Pezzolano.











