
A posição do Grêmio na tabela do Brasileirão provocou uma brincadeira de Peninha durante o programa “Apito Final”. Ao olhar para a tela do estúdio e ver o Tricolor na 16ª colocação, o comentarista afirmou que estava com vontade de chorar. A reação ocorreu em tom de humor, sem que ele tivesse se emocionado durante a atração.
Depois da brincadeira, Peninha endureceu a análise. Declaradamente gremista, ele classificou como “desastrosa” a passagem de Luís Castro pelo clube. A avaliação abriu uma discussão sobre a qualidade do elenco, o trabalho da comissão técnica e as expectativas criadas pela nova direção.
“Tô com vontade de chorar… Eu sou muito gremista. Cara, é horrível, né? E a passagem do Luís Castro pelo Grêmio é desastrosa”, afirmou Peninha, enquanto observava a classificação exibida no estúdio.
A fala foi feita quando a tabela mostrava o Grêmio na 16ª posição, com 21 pontos em 19 partidas. O clube aparecia imediatamente acima da zona de rebaixamento, cenário que serviu de combustível para as provocações entre os participantes do programa.

Apesar da crítica pesada ao treinador, Peninha não concordou com a avaliação de que o elenco gremista seja tão fraco. Neto afirmou que o time não era forte, enquanto Magrão foi ainda mais direto e classificou o grupo como ruim.
Peninha rebateu os dois. Na visão dele, o desempenho apresentado pelo Grêmio não significa necessariamente que o elenco seja tão limitado quanto os resultados sugerem.
“Eu acho que o time também não é forte, cara”, avaliou Neto. Peninha respondeu que o grupo “não é tão ruim”, mas Magrão discordou: “É ruim”. O gremista então devolveu a provocação ao ex-jogador do Inter: “O teu também é horrível”.
O debate refletiu duas interpretações diferentes para a campanha. De um lado, Peninha concentrou sua crítica na condução do trabalho de Luís Castro. Do outro, Magrão apontou limitações no próprio elenco e transferiu parte importante da responsabilidade para a montagem do projeto esportivo.
A contratação do português havia começado cercada por confiança. Antes mesmo do início dos trabalhos, uma atitude de Luís Castro chegou a encantar a nova direção do Grêmio, aumentando a esperança de que o clube pudesse iniciar um ciclo diferente.
Já, na última rodada do primeiro turno do brasileirão e com a equipe próxima da zona de rebaixamento, porém, aquela expectativa passou a ser confrontada com os resultados apresentados dentro de campo.
Magrão aponta expectativa criada pela nova direção do Grêmio
Magrão ampliou a discussão ao comparar as situações administrativas de Grêmio e Inter. Para ele, o Colorado iniciou a competição sabendo que poderia novamente enfrentar dificuldades na parte inferior da tabela, especialmente depois da luta contra o rebaixamento na temporada anterior.
No Grêmio, a percepção seria diferente. A chegada de uma nova direção para o primeiro ano de mandato criou, segundo Magrão, uma expectativa muito maior de mudança imediata de patamar.
“A diferença do Inter para o Grêmio é que o Inter, desde esse campeonato, aceitou que ia jogar lá embaixo, porque ano passado quase caiu. O Inter está no último mandato do presidente e o Grêmio está no primeiro. Eu tinha uma expectativa muito grande de que o Grêmio mudaria de patamar”, declarou Magrão.
A comparação não representou um elogio ao momento do Inter. O argumento do ex-volante foi de que os dois clubes começaram a temporada sob níveis diferentes de expectativa.
Enquanto o Colorado já carregava o alerta deixado pelo ano anterior, o Grêmio iniciava um novo ciclo político e esportivo. A mudança de comando aumentou a esperança da torcida por uma equipe mais competitiva, capaz de se afastar definitivamente da parte inferior da classificação.
Ao destacar que a direção gremista ainda está apenas no primeiro ano de mandato, Magrão deu um peso maior à crítica. Nas entrelinhas, o alerta foi claro: se o início da gestão, cercado pela promessa de mudança de patamar, já apresenta tantos problemas, o clube precisa reagir para evitar que o cenário se prolongue ou se agrave nos próximos anos.
A análise, portanto, funcionou como um recado direto aos dirigentes. A cobrança não está apenas nos resultados atuais, mas também na distância entre a expectativa criada no começo do mandato e aquilo que o time vem apresentando dentro de campo.
Apesar das críticas externas, a gestão gremista ainda encontra argumentos para sustentar o projeto. Recentemente, a evolução e a venda de Viery foram usadas internamente na defesa do trabalho de Luís Castro, especialmente pela participação do treinador no desenvolvimento de jovens jogadores.
O rendimento coletivo, no entanto, continua sendo o principal ponto de cobrança. Para Peninha, o desempenho apresentado até aqui tornou a passagem do português “desastrosa”. Magrão, por sua vez, ampliou a responsabilidade para além do treinador e colocou em discussão a qualidade do elenco e o planejamento conduzido pela nova direção.











