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Conde estranha pergunta sobre Pezzolano e evita responder bastidor no Inter

Auxiliar foi questionado sobre o que ocorreu no hotel antes da derrota colorada para o Santos

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A coletiva de Esteban Conde depois da derrota do Inter por 3×2 para o Santos teve um momento de tensão envolvendo Paulo Pezzolano. O auxiliar foi questionado sobre a rotina do treinador uruguaio antes da partida, especificamente se ele havia comparecido ao hotel da concentração, almoçado com os jogadores ou realizado alguma palestra antes de o grupo seguir para o Beira-Rio. Conde inicialmente demonstrou não compreender a intenção da pergunta e, depois da insistência do repórter, preferiu não responder.

Pezzolano cumpria suspensão neste domingo (6) e, por isso, Esteban Conde foi o responsável por comandar o Inter à beira do campo e conceder a entrevista coletiva depois da partida. O questionamento surgiu justamente para tentar esclarecer se, apesar da ausência nas atividades diretamente ligadas ao jogo dentro do estádio, o treinador havia mantido algum contato presencial com o grupo durante a preparação realizada no hotel.

“Ele não pode trabalhar quando está suspenso, então não pode ir trabalhar. Mas não estou entendendo o motivo da pergunta. O que é que você quer saber?”, respondeu Conde inicialmente.

O repórter Jairo Winck, da Baldasso TV, então explicou que Pezzolano continuava sendo o técnico do Inter e perguntou novamente se ele poderia ter participado de algum momento no hotel, seja durante o almoço ou em uma conversa com os jogadores. A insistência fez Conde mudar o tom da resposta e indicar que percebia uma intenção adicional por trás do questionamento.

“Eu acho que você tem algo atrás da pergunta. E, na verdade, não me parece relevante responder isso”, declarou o auxiliar.

Conde não esclarece presença de Pezzolano no hotel

A resposta encerrou o assunto sem esclarecer se Pezzolano esteve ou não com a delegação antes da partida. Conde não confirmou presença, ausência, palestra ou qualquer outro encontro do treinador com os jogadores no hotel. O ponto objetivo deixado pela coletiva, portanto, é que o auxiliar optou por não detalhar esse bastidor quando foi questionado diretamente.

O episódio aconteceu em uma entrevista marcada por cobranças sobre as decisões tomadas pela comissão técnica. Conde já havia sido perguntado anteriormente sobre a pressão em torno do trabalho, as mudanças recorrentes na escalação e as escolhas feitas para enfrentar o Santos. Em outro momento, também precisou explicar por que Maripán e Villagra começaram entre os reservas e defender a utilização de Félix Torres depois do erro que originou o primeiro gol santista.

A situação de Pezzolano voltou ao centro das atenções também depois da coletiva, quando Fabinho Soldado concedeu um pronunciamento e confirmou que a direção segue respaldando o treinador. O executivo reconheceu a insatisfação com os resultados, mas afirmou que o clube ainda acredita no trabalho desenvolvido pela atual comissão e não considera uma troca no comando como garantia de reação imediata.

Dentro de campo, o Inter segue sem encontrar a resposta desejada. O time perdeu por 3×2 para o Santos, chegou a dez rodadas consecutivas sem vitória pelo Brasileirão e permanece dentro da zona de rebaixamento. O próximo compromisso será contra a Chapecoense, fora de casa, quando Pezzolano poderá voltar a comandar normalmente a equipe à beira do campo.

A semana de preparação passa agora a ter peso ainda maior porque será a primeira depois da nova manifestação pública de respaldo ao treinador. Além das escolhas de escalação e da recuperação física de jogadores, a maneira como Pezzolano conduzirá os trabalhos até a viagem para Santa Catarina deverá permanecer sob forte acompanhamento.

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