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Fabinho Soldado se pronuncia e define futuro de Pezzolano no Inter após derrota

Executivo detalhou os motivos da decisão tomada pelo futebol colorado em meio à pressão no Brasileirão

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A derrota por 3×2 para o Santos não provocará, ao menos neste momento, uma troca no comando técnico do Inter. Depois da partida deste domingo (6), no Beira-Rio, o diretor executivo Fabinho Soldado confirmou a manutenção de Paulo Pezzolano e de sua comissão. O dirigente reconheceu a forte insatisfação com os resultados, cobrou uma resposta imediata e afirmou que o clube ainda acredita no trabalho desenvolvido pelo treinador uruguaio.

Fabinho participou de um pronunciamento depois da coletiva do auxiliar Esteban Conde e foi questionado diretamente sobre o motivo para manter Pezzolano mesmo após mais uma derrota, a permanência na zona de rebaixamento e a reação da torcida, que teve parte de seus integrantes deixando o estádio ainda durante o primeiro tempo. Segundo o executivo, a direção entende a gravidade do momento, mas não enxerga uma mudança de treinador como garantia de reação.

“Primeiramente, antes de responder direto à sua pergunta, quero deixar muito claro que tudo o que eu falar aqui, tudo o que o Esteban disse, não existe desculpa para esse momento nosso. É bom que fique bem claro sobre isso. O nosso torcedor merece uma resposta rápida, o quanto antes, porque ele merece que a gente faça melhor. Não tem ninguém satisfeito com esse momento nosso, do Inter, você pode ter certeza disso. Então, eu preciso abrir esse momento deixando muito claro isso, a nossa insatisfação com esse momento do clube” começou Fabinho Soldado

“O Paulo Pezzolano acredita no projeto ainda, acredita no trabalho. Eu tenho alinhamento todos os dias com o Paulo, está aqui o Abel Braga, que é um companheiro nosso do dia a dia. Então, enquanto houver essa confiança no trabalho, entendendo que precisa melhorar, melhorar os atletas também, está todo mundo junto para que possa buscar soluções para o Inter. A gente não acredita que qualquer mudança vai fazer o resultado que a gente espera. A gente acredita que, com tudo que nós estamos passando esse ano, a gente sabe do tamanho do desafio, mas nós estamos aqui para continuar lutando com muita indignação, continuar fazendo aquilo que está no nosso alcance e além dele para que a gente busque melhores resultados. Há esse espaço ainda, depende da gente. E enquanto tiver esse entusiasmo do treinador, mesmo perdendo o jogo da forma que está acontecendo, ele se sente ainda motivado a continuar, a tirar o melhor dessa equipe. É com esse trabalho que a gente acredita e nós vamos seguir trabalhando no dia a dia para que possamos realmente melhorar, porque, como eu disse no início, há uma insatisfação enorme da nossa parte e nós estamos fazendo tudo que for possível para mobilizar o Inter, o nosso elenco, o nosso staff, para que os próximos desafios sejam realmente uma resposta imediata”, afirmou Fabinho Soldado.

Fabinho explica por que Inter não fará uma troca agora

Em outro momento do pronunciamento, Fabinho voltou a ser questionado sobre qual elemento concreto sustenta a expectativa de que o atual trabalho ainda consiga apresentar resultados. A pergunta lembrou que o Inter teve um longo período de preparação durante a paralisação da Copa do Mundo, recebeu novos jogadores e, mesmo assim, ainda não conseguiu vencer no Brasileirão desde a retomada do calendário.

O executivo sustentou que uma mudança de treinador também não ofereceria garantia de resposta imediata. Para Fabinho, o clube precisa manter convicção no trabalho desenvolvido diariamente e recuperar atuações que, em outros períodos da temporada, deram esperança de crescimento. Ele admitiu que o cenário atual está sendo muito mais duro do que o esperado, mas reforçou que direção, comissão e jogadores continuam acreditando em uma recuperação.

A posição atual reafirma um respaldo que já havia sido manifestado publicamente pela presidência. Antes da decisão da Copa do Brasil contra o Grêmio, Alessandro Barcellos havia garantido a permanência de Pezzolano até o fim da temporada, independentemente do resultado do clássico. Desde então, o Colorado acabou eliminado pelo rival, perdeu para o Bahia pelo Brasileirão e voltou a ser derrotado neste domingo pelo Santos.

A nova manifestação ganha peso justamente porque ocorre depois dessa sequência. O Inter segue no Z4, chegou a dez partidas consecutivas sem vencer pelo Brasileirão e saiu vaiado do Beira-Rio após sofrer três gols ainda no primeiro tempo contra o Santos. Mesmo diante desse cenário, Fabinho não estabeleceu ultimato para Pezzolano e indicou que o planejamento imediato continua sendo conduzido pela atual comissão.

Conde também fala sobre a continuidade do trabalho

Antes do pronunciamento do executivo, Esteban Conde também havia sido perguntado sobre os motivos para a comissão permanecer no cargo e sobre o que poderia fazer o torcedor acreditar em uma recuperação. O auxiliar reconheceu a dificuldade para explicar o momento sem transformar as respostas em desculpas e admitiu que as soluções testadas até agora não conseguiram produzir os resultados esperados.

Conde, porém, sustentou que Pezzolano não pretende desistir diante da sequência negativa. Segundo o auxiliar, o treinador continua procurando alternativas, acredita no próprio trabalho e recebe respaldo da direção para seguir tentando encontrar uma formação capaz de fazer o Inter reagir. Ele também transferiu para os dirigentes a parte da pergunta referente aos motivos institucionais para a permanência da comissão, afirmando que o respaldo existe porque o clube ainda acredita no processo.

A busca por uma mudança de cenário também apareceu quando Fabinho foi perguntado sobre qual poderia ser o “fato novo” capaz de mobilizar o elenco. O dirigente descartou a ideia de que simplesmente trocar o treinador produziria esse efeito e apontou para uma resposta dentro de campo: para o executivo, o fato novo que o Inter precisa neste momento é voltar a ganhar uma partida.

O próximo teste será contra a Chapecoense, no sábado (12), às 17h, na Arena Condá, pela 27ª rodada do Brasileirão. Pezzolano volta a ficar disponível para comandar a equipe à beira do campo, e a manutenção confirmada pela direção transforma a semana de preparação em mais uma tentativa de fazer o atual trabalho produzir a reação que o Inter ainda não conseguiu encontrar.

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