
Além da derrota por 2×1 para o Mirassol, na noite de sexta-feira (17), o Grêmio deixou o interior paulista com uma preocupação médica. Francis Amuzu foi encaminhado a um hospital de São José do Rio Preto depois de sofrer uma forte pancada na cabeça durante a partida pelo Brasileirão.
O atacante está acompanhado pelo Dr. Lucas Oliboni, médico do departamento de futebol profissional do Grêmio. O profissional seguiu com o jogador para o hospital e permanece no local durante o atendimento e a avaliação do quadro.
O jogador não voltou para o segundo tempo e foi substituído por Willian. O Grêmio acionou o protocolo de concussão, procedimento que permite uma substituição adicional e estabelece cuidados específicos antes da retomada das atividades. A avaliação hospitalar indicará os próximos passos do atacante.
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Amuzu deixa o estádio para passar por exames
O choque aconteceu durante o primeiro tempo no estádio Maião. Amuzu recebeu atendimento, permaneceu em campo até o intervalo, mas não retornou para a etapa final. A comissão médica optou pelo acionamento do protocolo e pela retirada do jogador da partida.
Após o apito final, Amuzu seguiu para o hospital com um profissional do departamento médico gremista. A informação transmitida durante a cobertura pós-jogo apontava que o atacante dificilmente retornaria naquela noite com o restante da delegação para Porto Alegre.
O encaminhamento ao hospital permite uma avaliação mais detalhada depois do traumatismo. Neste momento, o ponto confirmado é que o protocolo de concussão foi utilizado. O diagnóstico clínico e a liberação para voltar às atividades dependem da equipe médica responsável pelo atendimento.
A situação também explica uma particularidade das substituições realizadas pelo Grêmio contra o Mirassol. Como a mudança de Amuzu ocorreu dentro do protocolo, o Tricolor teve direito a uma alteração adicional durante a partida.

Protocolo deixa viagem a La Paz sob forte dúvida
Pelas regras publicadas pela CBF, um jogador retirado de campo pelo protocolo deve permanecer afastado por um período mínimo de cinco dias a partir do traumatismo craniano. A liberação não acontece automaticamente depois desse prazo: o retorno depende da ausência de sintomas, da evolução apresentada e de nova autorização médica.
Amuzu ficaria três dias sem participar de treinamentos no campo. No quarto dia, poderia realizar uma atividade leve e sem bola. A reintegração ocorreria somente no quinto dia, com a possibilidade de atuar a partir do sexto — sempre condicionada à avaliação dos médicos.
O calendário coloca o Grêmio em uma situação apertada. O choque aconteceu na sexta-feira e a partida contra o Bolívar será disputada na próxima quinta-feira (23), às 19h, no estádio Hernando Siles, em La Paz. Ou seja, o dia do jogo será justamente o sexto após o incidente.
Mesmo no melhor cenário de recuperação, Amuzu teria uma margem mínima para treinar antes do deslocamento à Bolívia. A necessidade de viajar e preparar-se para uma partida em La Paz torna sua presença ainda mais improvável. Por enquanto, porém, o atacante deve ser tratado como forte dúvida, e não como desfalque oficialmente confirmado.
Enamorado volta a ser opção para Luís Castro
Uma eventual ausência de Amuzu obrigará Luís Castro a reorganizar novamente o ataque. Enamorado, que cumpriu suspensão pelo terceiro cartão amarelo diante do Mirassol, volta a ficar disponível e surge como uma das alternativas para atuar pelos lados do campo.
Willian, escolhido para substituir Amuzu no intervalo, também pode ganhar espaço. Outra possibilidade é uma mudança de posicionamento entre os atacantes disponíveis durante os últimos treinamentos antes da viagem.
O problema ganha peso porque Carlos Vinícius já está suspenso nos dois jogos contra o Bolívar. O centroavante foi punido pela Conmebol depois da expulsão contra o Montevideo City Torque. Braithwaite, portanto, já aparecia como o principal candidato para comandar o ataque gremista na repescagem da Sul-Americana.
Sem Carlos Vinícius e com Amuzu sob avaliação, Luís Castro pode perder dois jogadores importantes do setor ofensivo para o confronto de ida. A definição dependerá dos exames, da evolução clínica do ponta e da decisão do departamento médico sobre a possibilidade de viajar.
Amuzu já passou por situação semelhante no Grêmio
Esta não é a primeira vez que Amuzu precisa ir ao hospital depois de um choque de cabeça desde que chegou ao Grêmio. Em abril de 2025, o atacante sofreu uma pancada durante a derrota para o Ceará, no Castelão, e passou por exames em Fortaleza.
Naquela ocasião, a tomografia não apresentou alterações e o jogador foi liberado para permanecer com a delegação. Ainda assim, precisou cumprir o período previsto pelo protocolo e ficou fora do jogo seguinte, contra o Atlético Grau, pela Sul-Americana.
O episódio anterior não determina a gravidade da situação atual, mas reforça a necessidade de respeitar todas as etapas antes da volta ao campo. A prioridade agora é a avaliação hospitalar e o acompanhamento de Amuzu nas horas seguintes ao choque.











