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Grêmio rejeita até R$ 25 milhões e mantém busca por patrocinador máster

Direção evita novo acordo com bets e tenta se aproximar dos R$ 50 milhões prometidos pela Alfa Bet

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O Grêmio recusou propostas anuais entre R$ 20 milhões e R$ 25 milhões pelo espaço principal de sua camisa. A direção considera os valores abaixo do potencial comercial do clube e pretende se aproximar dos R$ 50 milhões que haviam sido prometidos pela Alfa Bet. A decisão ajuda a explicar por que o Tricolor continua sem patrocinador máster depois de mais de sete meses da atual gestão.

O espaço está vago desde o encerramento do Campeonato Brasileiro de 2025. O contrato com a Alfa Bet foi rompido após o atraso de três parcelas. A empresa também não cumpriu o acordo judicial firmado para quitar a dívida. Depois disso, a Energia Bet ocupou a área principal do uniforme em duas partidas, por meio de um patrocínio pontual.

Entre as ofertas rejeitadas neste ano estavam propostas de casas de apostas. Embora as bets continuem concentrando parte relevante do investimento disponível no futebol brasileiro, o Grêmio tem demonstrado preferência por empresas de outros setores. O objetivo é encontrar maior estabilidade financeira e reduzir o risco de uma nova ruptura durante o contrato.

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As mudanças na tributação e na regulamentação das casas de apostas também influenciam esse cenário. O setor passou a trabalhar com mais cautela na distribuição de verbas publicitárias. Para o Grêmio, o problema não está apenas no valor oferecido, mas também nas garantias de que o contrato poderá ser cumprido durante todo o período estabelecido.

Grêmio busca contrato longo e estuda acordo com a Arena

A direção trabalha com a possibilidade de assinar um vínculo de quatro ou cinco anos. Um compromisso desse tamanho exige garantias financeiras mais robustas, análise da empresa interessada e mecanismos de proteção contra atrasos. A experiência recente com a Alfa Bet aumentou a cautela dos dirigentes antes de entregar novamente o espaço mais valorizado da camisa.

O CEO Alex Leitão já havia explicado a ausência do patrocinador principal e afirmado que o clube mantinha negociações. As conversas continuam, mas a direção entende que aceitar uma oferta inferior agora poderia limitar o potencial da propriedade comercial por vários anos.

Outra possibilidade avaliada é combinar o patrocínio máster com a venda dos naming rights da Arena. Nesse modelo, uma empresa poderia ocupar a área principal da camisa e associar sua marca ao estádio. A operação elevaria o tamanho do contrato e entregaria ao parceiro uma exposição que vai além das partidas e dos uniformes.

Mesmo sem preencher a cota principal, o Grêmio fechou 11 contratos de patrocínio durante a atual administração. O valor total dos acordos fica próximo de R$ 150 milhões ao longo dos respectivos vínculos. Seis empresas chegaram como novas parceiras: Ingresse, Unifique, Coral, Havan, Vitafor e Sólides.

A direção considera que a receita comercial atingiu um patamar confortável, o que permitiria esperar por uma proposta melhor. Essa avaliação, entretanto, convive com dificuldades no fluxo de caixa. Segundo o ge, salários referentes a junho, incluindo direitos de imagem, permaneceram em aberto. Os jogadores foram informados previamente sobre o atraso.

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A Arena ganhou peso nesse esforço para aumentar receitas. O Grêmio deixou de desembolsar R$ 12 milhões no primeiro semestre para garantir o acesso dos sócios às cadeiras. Também foram comercializados 37 camarotes, com previsão de R$ 9 milhões por ano. O cálculo interno aponta cerca de R$ 50 milhões gerados pelo estádio nos primeiros seis meses, considerando a bilheteria.

O novo anel de LED instalado na Arena pode acrescentar aproximadamente R$ 3 milhões anuais em publicidade. São receitas importantes, mas que não substituem completamente o potencial de um grande patrocinador máster. Uma oferta próxima de R$ 50 milhões teria impacto direto na capacidade de organizar o caixa e planejar o futebol.

A estratégia gremista envolve um risco calculado. Esperar pode resultar em um contrato mais valioso e seguro. Por outro lado, cada mês sem uma marca na área principal representa uma propriedade comercial sem exploração integral. A decisão final dependerá do equilíbrio entre valor, garantias, duração do vínculo e reputação da empresa interessada.

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