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O diretor executivo Paulo Pelaipe voltou a se manifestar publicamente e fez um longo desabafo sobre a fase do Grêmio, admitindo ter ficado “envergonhado” com o primeiro tempo do time na derrota de 2×1 nesta sexta, fora, para o Mirassol, pelo Brasileirão. O dirigente, porém, garantiu com todas as palavras que não há chances de demissão do técnico Luís Castro.
“Nós não estamos falando sobre treinador e sim sobre o jogo. Estamos envergonhados pelo primeiro tempo que fizemos. Tenho certeza que os nossos atletas também estão. Sabemos das nossas dificuldades e o Grêmio jamais escondeu do seu torcedor as dificuldades que essa diretoria vem enfrentando. Precisamos do torcedor, que tem razão de estar chateado. Nós também estamos. E não podemos fazer terra arrasada. Não existe isso”, iniciou Pelaipe.
“Estamos abaixo do que queríamos, mas não é assim que se faz futebol. Temos compromissos e não vamos criar situações que a gente não possa honrar. Contratar por contratar, gastar mais que o orçamento… é momento duro, mas jamais prometemos algo além de trabalho. Vamos ter um restante de 2026 muito duro e é isso. Vamos internamente conversar, corrigir e seguiremos tentando, dentro das nossas possibilidades financeiras, trazer os reforços para melhorar no segundo turno. Infelizmente, hoje, fizemos no primeiro tempo uma partida para ser esquecida”, acrescentou.
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Pelaipe ainda explicou o tipo de conversa que existe no vestiário com o grupo e citou treinadores recentes que passaram pelo clube para justificar a continuidade de Castro:
“Tivemos uma conversa verdadeira, honesta, da direção com o treinador e com os atletas. Sempre trabalhamos assim. De forma honesta e clara com os atletas. Temos que ter a tranquilidade e a sabedoria para enfrentar essa turbulência. Estamos em uma situação difícil. O primeiro turno não foi o que queríamos, mas o que compete a nós? Trabalhar mais e vamos fazer isso. Os jogadores sabem que precisam fazer mais e nós também. A única coisa que não tem solução na vida é a morte”, pontuou.
“O trabalho que nós estamos vendo. O presidente já externou isso. Um treinador que trabalha com os jovens, que tem coragem de fazer esse trabalho. O Renato Portaluppi não prestou certa vez, o Roger não prestou pro Grêmio, o Mancini não prestou mais, o Mano também não. A solução não é essa. E o Grêmio precisa pagar treinadores. Trocar treinador não é a solução. Se fosse a solução simples nós faríamos. Mas não é isso. Não vamos vir aqui e colocar a culpa em jogador, na comissão, a culpa é nossa”, finalizou Pelaipe.
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O que disse Luís Castro após a derrota do Grêmio
Tivemos uma prestação que não nos prestigia minimamente e ficou abaixo das nossas expectativas. Tivemos sinais interessantes no último jogo contra o Cruzeiro. Por isso, decidi utilizar a mesma escalação. Busquei dar confiança com continuidade ao time, esperando o mesmo desempenho e evolução. Não foi o que aconteceu, demos passos para trás e isso é preocupante, pois não conseguimos estabilizar a equipe.
Queríamos um jogador com capacidade maior de chegar na frente. Por isso, a escolha pelo Riquelme, que vem dando sinais de bom progresso. Durante o jogo, tivemos momentos interessantes e outros que nos apagamos. Internamente temos falado muito sobre isso.











