
TENSÃO
O Inter foi citado pela Justiça do Rio Grande do Sul em duas ações que, somadas, chegam a R$ 33.923.876,60 e têm Delcir Sonda como credor. Segundo a ESPN com publicação desta quarta-feira, 25, e o tribunal estabeleceu três dias para pagamento, sob pena de penhora. No mesmo despacho, o clube recebeu 15 dias para se defender e contestar as cobranças. A reportagem também registrou que o Inter não respondeu ao pedido de posicionamento até a publicação.
A cobrança se divide em duas frentes e remete a compromissos firmados em momentos distintos. A primeira envolve valores ligados a Andrés D’Alessandro e a um acordo em que o empresário receberia em cenário de venda futura. Esse desfecho não ocorreu, e o caso seguiu acumulando correções e honorários. A segunda trata de um empréstimo assinado em 2018, com saldo remanescente e atualização por juros.
Inter e a conta antiga que voltou a apertar
O tema já havia sido tratado como parte do esforço de reorganização do clube nos últimos meses. Em dezembro, Sonda ingressou com ações que somavam cerca de R$ 60 milhões, reunindo cobranças relacionadas a D’Alessandro e a empréstimos. A reportagem também apontou que valores que eram menores cresceram com multas e correções, alimentando um contencioso que se arrasta há anos. Esse histórico ajuda a explicar por que a nova decisão ganha peso no ambiente do Beira-Rio.
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O Zona Mista já havia noticiado quando empresas ligadas ao empresário retomaram as cobranças na Justiça. O caso foi descrito como mais um capítulo da batalha financeira, com ações associadas à contratação de D’Alessandro e aos empréstimos feitos em 2018. Agora, a novidade é o encurtamento do prazo judicial e o risco de medidas mais duras. Isso eleva a urgência por uma resposta formal e por estratégia jurídica clara.
O momento também cruza com declarações públicas que tentam reduzir o impacto da crise no planejamento esportivo. Internamente, a direção busca evitar que a pauta financeira contamine a rotina do futebol. Externamente, decisões judiciais como esta ampliam o ruído e abrem espaço para cobrança de transparência. A tendência é que o assunto ganhe novos capítulos conforme o Inter formalize sua contestação.
Antes, o clube vinha sustentando que trabalharia para manter ambição esportiva, mesmo com dívidas herdadas. Essa linha já apareceu em falas repercutidas no noticiário gaúcho, enquanto a diretoria tentava separar o debate de caixa das escolhas do campo. O discurso era de continuidade do tamanho institucional, independentemente do aperto. E ele volta ao radar justamente quando a Justiça encurta prazos.
A contextualização da fala passa por um ponto central: o Inter tenta proteger o vestiário do efeito dominó das cobranças externas. Só que uma decisão com ameaça de penhora muda a temperatura do debate. Ela mexe com credores, com negociações e com a imagem do clube no mercado. E também pressiona por respostas públicas mais objetivas. Nesse cenário, a frase abaixo resume o tom adotado por um dirigente em meio ao tema.
“Aqui nós vamos pensar grande. Não tem dinheiro? Não tem dinheiro o diabo, o dinheiro vai aparecer, o dinheiro vai sumir, não importa. Ele vai continuar sendo grande. Nós vamos pensar grande. Quem assumiu um clube de futebol no país que não assumiu com dívida? Quem saiu de um clube que não deixou dívida? Não tem. E os clubes estão aí. Eles continuam existindo”, disse o novo diretor técnico do clube em fala publicada pelo portal GE.
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