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Baldasso cobra dois zagueiros no Inter e alerta para risco de queda

Comentarista vê defesa como principal problema colorado e cita Moledo e Cuesta como comparação

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O comentarista Fabiano Baldasso fez uma cobrança forte ao Inter pensando na próxima janela de transferências. Em fala no canal Baldasso TV, ele apontou a defesa como principal problema do elenco colorado e defendeu a contratação de dois zagueiros de bom nível para o segundo semestre. A avaliação veio em meio ao debate sobre a pausa da Copa do Mundo, período em que o clube ficará sem jogos e terá tempo para reavaliar o grupo comandado por Paulo Pezzolano.

A preocupação de Baldasso passa pelo calendário e pela urgência da Copa do Brasil. Conforme calendário divulgado pela CBF, a segunda janela de transferências vai de 20 de julho a 11 de setembro. O Inter terá o Corinthians pela frente nas oitavas de final da Copa do Brasil, com a ida e a volta previstas para o início de agosto. Para o comunicador, o clube não pode esperar a abertura do mercado para começar a se movimentar.

“Ou o Inter contrata dois bons zagueiros ou daqui a pouco nós vamos cair na mão do Félix Torres, do Clayton Sampaio, do Juninho e do Victor Gabriel. E aí já era. Não vamos a lugar nenhum”, disse Baldasso. “E eu não estou dizendo que o Mercado não serve. Só que o Mercado vai jogar jogo sim, jogo não. Ele tem 40 anos de idade”, completou.

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Baldasso argumenta que o Inter não tem margem para erro na montagem da defesa. Ele entende que Gabriel Mercado ainda pode ajudar, mas não vê o argentino em condição de suportar sozinho a sequência pesada do segundo semestre. A crítica se concentra na falta de uma dupla segura, capaz de dar sustentação ao time em jogos decisivos e também na disputa do Brasileirão.

A cobrança ganhou tom ainda mais duro quando o comunicador projetou os riscos esportivos. Para ele, o problema defensivo pode impedir qualquer ambição colorada na Copa do Brasil e ainda deixar o clube em situação perigosa no campeonato nacional. Baldasso tratou a necessidade de reforços como prioridade absoluta, acima até da busca por um novo centroavante.

“Se o Inter não contratar bons zagueiros na janela, o Inter não só não vai adiante na Copa do Brasil, como vai brigar feio para não ser rebaixado. O que nós temos hoje, nós só não estamos numa condição pior porque temos um bom treinador. Só que o bom treinador eu não sei se segura até o final do ano um time medíocre que nós temos”, alertou Baldasso.

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Moledo e Cuesta entram como exemplo para o Inter

Na tentativa de explicar o perfil desejado, Baldasso citou uma dupla recente que já foi contestada pela torcida, mas entregava segurança ao Inter. O comunicador lembrou de Rodrigo Moledo e Víctor Cuesta, principalmente nas temporadas de 2018 e 2019, como exemplo de zagueiros confiáveis. Para ele, o Colorado não precisa necessariamente encontrar nomes históricos, mas precisa voltar a ter dois defensores sólidos e competitivos.

A comparação com Moledo e Cuesta apareceu justamente para mostrar a diferença entre uma zaga confiável e o cenário atual. Baldasso destacou que aquela dupla não era formada por jogadores excepcionais, mas estava entre as boas formações defensivas do futebol brasileiro. O ponto central da crítica é que, hoje, o Inter não teria uma dupla no mesmo nível de segurança para sustentar ambições maiores no ano.

“A gente contestava Moledo e Cuesta. Se eu tivesse o Moledo e o Cuesta agora no Inter… de lamber os beiços. Não estou falando de Índio e Bolívar, Fabiano Eller. Estou falando de Moledo e Cuesta, lá em 2018 e 2019. Dois bons zagueiros. Não tinha nada de excepcional, mas eram dois bons zagueiros”, afirmou Baldasso.

O comunicador também defendeu criatividade no mercado. Na visão dele, o Inter precisa olhar especialmente para a Europa, buscando jogadores brasileiros que saíram cedo, atuam em clubes médios e podem estar perto do fim de contrato. Baldasso usou Vitão como exemplo de oportunidade encontrada em momento específico e sugeriu que o clube terá de repetir esse tipo de movimento para não depender de alto investimento.

A avaliação também mira o funcionamento interno do departamento de futebol. Baldasso entende que o Inter já deveria ter negociações encaminhadas, não apenas observações iniciais. Para ele, a abertura da janela precisa ser tratada como momento de registro, e não como ponto de partida para procurar reforços. A crítica aponta para a necessidade de antecipação e acerto na escolha dos nomes.

“No dia 20 de julho, o Inter já tem que ter acertado com o novo zagueiro. Essa abertura da janela tem que ser só para botar no papel. Agora já devia estar procurando. Agora já devia ter encaminhamentos. O meio do ano é de término de contratos no futebol europeu, porque é início de temporada para eles”, cobrou Baldasso.

O ataque também entrou no comentário, mas como problema secundário. Baldasso disse que o Inter precisa de um centroavante que faça gols e voltou a defender a venda de Rafael Borré para abrir espaço financeiro. Ainda assim, ele deixou claro que a defesa vem antes. Na leitura do comunicador, um atacante pode melhorar o time, mas a falta de zagueiros confiáveis compromete qualquer tentativa de recuperação consistente.

Baldasso ainda citou a preparação de goleiros e mencionou Rochet e Anthoni no contexto das dificuldades coloradas. Porém, voltou a centralizar a cobrança nos defensores. Para ele, não há momento forte da história do Inter sem uma dupla de zaga segura. A fala reforça a pressão sobre a direção em um período decisivo, no qual o clube terá pausa no calendário, janela de transferências e mata-mata nacional pela frente.

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