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Em uma longa entrevista nesta semana no “Assado”, de Duda Garbi, no YouTube, o ex-zagueiro e ídolo do Grêmio, Pedro Geromel, falou do futuro pós-aposentadoria e descartou virar diretor ou treinador neste momento. Ele vem aproveitando o tempo livre com a família e não pensa em retornar para a rotina desgastante do futebol tão cedo.
Geromel se aposentou do futebol depois de 10 anos ininterruptos de Grêmio, tendo vencido grandes títulos entre 2016 e 2018. Ele parou após o Brasileirão de 2024, em uma temporada que já não foi tão assíduo no time como antes.
“Eu gosto de fazer tudo muito bem feito. Em 2017, jogamos a final da Conmebol Libertadores e a semi da Copa do Brasil. Foquei muito em ir para a Copa do Mundo. Era foco naquele negócio lá. Aí a gente ganha o Gauchão. Eu estava super focado, cobrava todo mundo e vivia o auge físico. Eu queria fazer o melhor possível para ir. Fui eleito o melhor zagueiro do Brasil. Não tinha mais o que eu fazer. Se o Tite não quisesse me levar, tudo bem. Mas eu não teria mais nada a fazer”, iniciou Geromel.
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“Se eu quiser virar diretor, eu vou querer entender os processos e querer melhorar tudo. Terei que estar lá dentro. E aí perderei o que eu estou tendo agora, que é ter mais tempo em casa, mais tempo com meus filhos. Igual ser treinador. Vamos jogar no fim de semana, aí vou pensar em tal time, no outro, vai estar sempre estar nisso. Se eu for fazer isso, também não terei tempo para viver a fase atual da minha vida”, acrescentou.
Geromel fala do 2021 do Grêmio
A longa passagem de Geromel pelo Grêmio não foi marcada apenas por alegrias e ele esteve no elenco de 2021 que acabou rebaixado. Em sua lembrança, se tratou de um ano “atípico” e um dos erros foi a vinda de Felipão para comandar um elenco “muito técnico”:
“Foi um ano muito atípico. Porque o ano de 2020, pela pandemia, acaba em 2021. Aí a gente fica sem férias, pois o campeonato segue e a gente vai para a final da Copa do Brasil. Enquanto todos os times deram 10, 15 dias para os jogadores, a gente ficou pois tinha o Palmeiras na final. Aí jogamos a final no domingo e no domingo seguinte começava o Gauchão. Foi muito estranho”, colocou.
“Mas o nosso time era super competente. Muito técnico. Rafinha, Maicon, Douglas Costa, Diego Souza. Muito, muito, muito técnico. Com o Tiago Nunes, a gente teve uns 13 jogos de invencibilidade. Ganhamos o Gauchão. Aí 16 ou 17 caras pegam Covid. E aí começa o Brasileirão. Ficamos para trás e acho que o que a gente errou nesse ano, que veio a gerar a queda, foi quando chega o Felipão, pois tínhamos um time muito técnico. E o Felipão tem um estilo de jogo diferente. Hoje em dia, eu como diretor faria diferente. Eu contrataria um treinador e depois os jogadores com a característica dele. Não adianta eu ter jogadores técnicos com um treinador mais direto, físico e competitivo. E o inverso também. As pessoas precisam ser mais organizadas para as coisas funcionarem”, finalizou.


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