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Ex-zagueiro do Grêmio ainda sofre com “roubo” na Libertadores no Olímpico: “Foi difícil”

Tricolor não conseguiu avançar sobre o Olimpia em 2002 em jogo com muitas polêmicas

NA MEMÓRIA

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O tri da Conmebol Libertadores só veio para o Grêmio em 2017, mas não ficou longe de acontecer em 2002 se não fosse a polêmica atuação do árbitro argentino Daniel Giménez, apontado como responsável crucial pela eliminação nos pênaltis para o Olimpia, na semi, dentro do Olímpico, em Porto Alegre. Um dos jogadores gremistas na época era o ex-zagueiro Anderson Polga, que relembrou com detalhes os episódios da época em entrevista ao jornalista Duda Garbi.

Depois de perder na ida por 3×2 fora de casa, o Grêmio, no jogo de volta da semi em Porto Alegre, fez duas reclamações principais: o gol anulado de Claudiomiro por suposto impedimento de Luis Mario e a anulação de uma defesa de pênalti do goleiro Eduardo Martini por ter se adiantado.

“Eu estava nesta época indo direto para a Seleção e aí os caras diziam: ‘Pô, o Grêmio não tem moral, roubaram de vocês’. Eu fiquei no doping naquele jogo e falaram que tinham pago, sei lá, 50 mil dólares para o árbitro. Era o centenário do Olimpia e a Conmebol em Assunção. Imagina. Anula um gol limpo do Claudiomiro. Quando na Conmebol Libertadores um time da casa vai ser prejudicado assim? Jamais. Perdemos de 3×2 na ida, mas aqui era para ter sido 2×0 para nós, nem precisava dos pênaltis”, declarou Polga.

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“Foi difícil. Aquele tipo de jogo te deixa para baixo e é difícil recuperar. Quando tu perde com o rival sendo melhor, é aceitável. Tu sai do jogo de certa forma, bom, fiz meu trabalho. Mas em uma situação que é tirada de ti, e em uma competição que tu sonha em ganhar. O nosso time era muito bom. Tínhamos os 11 e mais uns seis bons para jogar”, acrescentou.

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Aquele time do Grêmio, que manteve a base campeã da Copa do Brasil no ano anterior, jogou contra o Olimpia com Eduardo Martini; Pedrinho, Claudiomiro, Roger; Ânderson Lima, Polga, Tinga, Zinho, Gilberto; Grafite e Luis Mário. Entraram durante a partida Fernando, Rodrigo Fabri e Fábio Baiano. Posteriormente, o Olimpia se sagraria campeão da competição ao bater o também brasileiro São Caetano na decisão.

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