Entrando na reta final da sua gestão de segundo mandato no Inter, o presidente Alessandro Barcellos vive o momento de maior fraqueza sem conseguir respostas efetivas para os problemas do clube, que vão desde o aspecto financeiro aos temas de dentro do campo. E o abatimento, claro, foi visível depois da nova derrota para o Santos, em casa, por 3×2 pelo Brasileirão.
Ao contrário do pós-jogo na eliminação do Gre-Nal da Copa do Brasil, Barcellos desta vez não falou à imprensa, mas acompanhou as coletivas do auxiliar Esteban Conde e do executivo Fabinho Soldado. Um vídeo registrado pelo repórter Leonardo Sonda mostrou o abatimento do presidente neste momento, isolado em uma das cadeiras da sala de conferência do Beira-Rio.
Na repercussão da nova derrota, que ampliou as chances de rebaixamento do clube, movimentos de oposição lançaram nota exigindo reunião emergencial com a direção para cobrar explicações sobre a fase atual. Em paralelo, as principais torcidas do clube já pedem a renúncia do atual presidente, que, pelo menos até aqui, não dá mostras de que poderá fazê-lo.
Inter mantém todo mundo
Único clube da Série A que ainda não venceu no Brasileirão após a Copa do Mundo, o Inter manteve todo mundo e evitou qualquer tipo de alteração na condução do futebol, frustrando a expectativa de torcedores que desejavam mudanças.
“O nosso torcedor merece uma resposta rápida e merece que a gente faça melhor. Não tem ninguém satisfeito aqui no Inter. Estamos insatisfeitos. O Pezzolano acredita no projeto, no trabalho e eu tenho um alinhamento diário com ele. O Abel Braga também é um companheiro nosso do dia a dia. Enquanto tivermos essa confiança no trabalho… todos estão juntos para buscar soluções”, declarou o executivo Fabinho Soldado.
O técnico Paulo Pezzolano segue normalmente com a sua comissão técnica, bem como os dirigentes Fabinho Soldado e Abel Braga. Em crise, o Inter tentará dar uma nova resposta no sábado, fora de casa, diante da lanterna Chapecoense. Até lá, a tendência é de novos protestos dos torcedores.









