A pressão sobre Paulo Pezzolano e sua comissão técnica entrou diretamente na coletiva de Esteban Conde depois da derrota do Inter por 3×2 para o Santos, neste domingo (6), no Beira-Rio. O auxiliar foi questionado se o momento delicado, com cobranças sobre o trabalho e possibilidade de mudanças no comando, teria dado maior liberdade para a comissão adotar a estratégia que considerasse adequada, independentemente de outras opiniões dentro do departamento de futebol.
Conde rejeitou essa relação. Segundo o auxiliar, as decisões táticas continuam sendo tomadas com o objetivo de encontrar a melhor maneira de vencer cada partida, e não como consequência da pressão externa ou de uma eventual proximidade de saída. Ele também afirmou que a comissão sempre teve liberdade dentro do clube para definir a forma de jogar.
“Não. A estratégia é escolhida pensando no jogo. Não é por pressão. Em definitivo, o momento de pressão nós temos pelos resultados, mas a estratégia é escolhida para tentar ganhar o jogo. Tivemos um erro que nos custou um gol e o jogo mudou. Tivemos que nos abrir um pouco e isso terminou nos custando receber gols. Então, não tem nada a ver com a nossa estratégia o fato de sentir pressão da diretoria, da direção de futebol ou do clube. Tudo ao contrário: nós sempre sentimos a liberdade de trabalhar e escolher a nossa estratégia”, afirmou Esteban Conde.
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A explicação fez referência ao início do confronto com o Santos. O Inter começou com mais posse de bola, mas sofreu o primeiro gol após uma falha de Félix Torres, aproveitada por Gabigol. Depois, Matheus Bahia foi expulso no lance do pênalti que originou o segundo gol santista, e Christian Oliva ampliou para 3×0 ainda antes do intervalo. O Colorado reagiu no segundo tempo com Braian Aguirre e Bruno Henrique, mas não conseguiu buscar o empate.
Conde explica por que o Inter segue mudando
Outro questionamento abordou justamente um dos pontos mais discutidos durante o trabalho de Pezzolano: a dificuldade para estabelecer uma formação com sequência. O auxiliar foi lembrado de que o Inter apresentou bons resultados em determinados momentos da temporada com uma estrutura específica, mas voltou a modificar jogadores e funções nos compromissos seguintes.
Contra o Santos, por exemplo, a escalação oficial já apresentou escolhas diferentes das que vinham sendo projetadas durante a semana. Félix Torres ganhou a vaga de Maripán na defesa, enquanto Ronaldo começou no meio no lugar de Villagra. A pergunta feita a Conde relacionou essas alterações também à confiança dos jogadores em um momento de resultados ruins.
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O auxiliar reconheceu que qualquer tentativa de explicar escolhas estratégicas se torna mais difícil diante de uma sequência negativa. Segundo ele, a comissão continua procurando alternativas para aumentar a capacidade ofensiva e criar mais oportunidades, assumindo determinados riscos justamente pela necessidade de marcar mais gols.
“Eu acho que é a mesma coisa que falou o professor na coletiva anterior: é muito difícil explicar a estratégia quando você perde o jogo, e estamos em uma sequência de derrotas agora. Sempre procuramos soluções para que nosso time jogue melhor e ganhe o jogo. Nesse caso, estamos procurando gerar mais situações de gol, analisando um pouco o calendário e o que vinha pela frente. Por isso também tentamos gerar mais situações de gol. Sabemos que temos que fazer mais gols se queremos ganhar jogos, que é o que precisamos. Então, esse risco é assumido para ir para frente. E, novamente, é muito difícil explicar, ou fica pouco crível na realidade, quando você vem de uma sequência de derrotas”, explicou Conde.
A discussão sobre mudanças de estrutura acompanha a comissão ao longo da temporada. O Inter já utilizou linha de três zagueiros, defesa com quatro jogadores, formações sem centroavante de origem e diferentes combinações no meio e no ataque. Em outros momentos, Pezzolano também sustentou publicamente que as escolhas dependem das características do adversário e da maneira como pretende atacar cada partida.
O resultado contra o Santos, porém, mantém as decisões da comissão sob forte cobrança. O Inter sofreu três gols ainda no primeiro tempo, precisou reconstruir o time depois da expulsão de Matheus Bahia e terminou a partida buscando uma reação com dez jogadores. Mesmo com a melhora apresentada depois do intervalo, o placar aumentou a pressão antes da sequência do Brasileirão.
A próxima oportunidade para a comissão tentar encontrar uma resposta será contra a Chapecoense, fora de casa, no sábado. Pezzolano volta a ficar disponível para comandar a equipe à beira do campo, enquanto o trabalho durante a semana deverá novamente colocar as escolhas de formação no centro das atenções.









