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Torcedora do Grêmio vê cenário “assustador” para a sequência da temporada

Resultados e desempenho em amistosos não empolgam o grande público

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A derrota do Grêmio para a Chapecoense em amistoso não ficou restrita ao placar. O desempenho voltou a ligar alerta, e a reação da torcida ganhou força depois da partida em Sinop. Entre as manifestações mais fortes, apareceu a análise da repórter Quételin Rodrigues, a Queki, personagem do quadro “A Voz da Torcida”, do GE, que classificou o cenário do segundo semestre como preocupante para o Tricolor.

A avaliação viralizou pelo tom de alerta. Queki disse que o segundo semestre do Grêmio tem tudo para ser “assustador”, em referência ao que o time apresentou mesmo depois de semanas livres para treinamento. A fala representa o sentimento de parte da torcida, que esperava evolução mais clara durante a parada da Copa do Mundo.

O Grêmio perdeu por 2×1 para a Chapecoense no segundo amistoso da intertemporada. A equipe saiu atrás, teve dificuldades no primeiro tempo, sofreu vaias e só reagiu parcialmente na etapa final, quando Luís Castro trocou praticamente todos os jogadores de linha. Pavón marcou o gol gremista em cobrança de falta, mas a atuação coletiva voltou a ser questionada.

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“O Grêmio conseguiu perder de uma forma constrangedora. O primeiro tempo foi pavoroso. Melhorou um pouquinho no segundo, mas não deu para ver nada de evolução nesse time. A promessa era que a parada da Copa resolveria boa parte da torcida. O segundo semestre tem tudo para ser assustador”, disse ela.

A força da fala de Queki está justamente em traduzir um sentimento que vai além de um amistoso. O torcedor não está olhando apenas para a derrota contra a Chapecoense. Está olhando para a sequência da temporada, para a posição do time nas competições e para o risco de o Grêmio repetir velhos problemas quando os jogos oficiais voltarem.

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O Tricolor terá compromissos importantes em julho. A equipe precisa retomar o Brasileirão, lidar com a Sul-Americana e administrar um elenco que sofreu mudanças durante a janela. A saída de jogadores, a chegada de reforços e a necessidade de adaptação tornam a cobrança ainda maior sobre Luís Castro.

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A torcida costuma aceitar resultado ruim em amistoso quando percebe evolução. O problema, neste caso, foi a falta de sinais consistentes. O time teve dificuldades para criar, mostrou pouca imposição e voltou a depender de jogadas isoladas. Para quem esperava um Grêmio mais organizado, a atuação pesou.

Para o Grêmio, a melhor resposta será em campo. A equipe precisa mostrar evolução real, vencer jogos importantes e recuperar confiança. Caso contrário, a previsão pessimista feita por Queki pode virar pauta recorrente ao longo do segundo semestre.

O alerta está dado. A torcida não quer apenas promessas de melhora. Quer ver um time competitivo, intenso e capaz de sustentar desempenho. Depois da pausa, a cobrança mudou de fase. Agora, cada atuação terá peso maior. Neste domingo, dia 12, o último amistoso preparatório será contra o Cruzeiro, em Brasília.

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