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O Grêmio se manifestou de forma oficial após um caso de racismo contra uma atleta do clube durante partida realizada pelo Gauchão Feminino Sub-20. O episódio ocorreu no confronto contra o Brasil de Farroupilha e levou à ativação do Protocolo de Racismo da Federação Gaúcha de Futebol ainda em meio ao confronto realizado neste fim de semana.
A informação foi confirmada pela FGF em nota oficial. Segundo a entidade, a equipe de arbitragem foi comunicada no intervalo sobre o episódio de discriminação direcionado a uma jogadora do Grêmio. A partir disso, o protocolo foi imediatamente ativado, e o clube mandante passou a trabalhar para identificar o torcedor responsável pelo ato.
O Grêmio também repudiou publicamente a situação em seus canais oficiais. O clube reforçou posição contra qualquer forma de discriminação e se colocou ao lado da atleta atingida. O caso ganha relevância porque envolve uma jogadora de base, em uma competição de formação, ambiente que deveria ser protegido e educativo.
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A FGF informou ainda que acompanha os desdobramentos em conjunto com a Odabá, Associação de Afroempreendedorismo. A entidade afirmou que prestará suporte à vítima e reforçou o compromisso de agir com firmeza em episódios de preconceito no futebol gaúcho.
Protocolo foi acionado ainda durante a partida do Grêmio
O acionamento do Protocolo de Racismo é um ponto importante do caso. Ele mostra que o episódio não ficou apenas na denúncia informal. A arbitragem foi comunicada, o fato entrou no registro da partida, e a federação passou a acompanhar oficialmente a situação.
A medida faz parte do Protocolo Zero, criado para orientar ações em casos de racismo e discriminação no futebol do Rio Grande do Sul. Na prática, o procedimento busca garantir resposta imediata, acolhimento à vítima e apuração do responsável. O objetivo é impedir que episódios desse tipo sejam tratados como algo menor ou sem consequência.
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No caso envolvendo a atleta do Grêmio, a FGF afirmou que o clube mandante trabalha para identificar o torcedor responsável. Essa etapa será fundamental para que o episódio não termine apenas em nota de repúdio. A identificação pode permitir punições administrativas, esportivas e até encaminhamentos às autoridades competentes.
A gravidade aumenta por se tratar de futebol de base. Atletas jovens estão em processo de formação esportiva, emocional e profissional. Um ato de racismo nesse ambiente ultrapassa o jogo e atinge diretamente a segurança e a dignidade de quem está começando a carreira.
O Grêmio tem histórico de campanhas institucionais contra o racismo e já se manifestou em outras ocasiões sobre episódios de discriminação no futebol. Neste caso, a resposta pública reforça a necessidade de proteção às atletas e de responsabilização de quem cometeu o ato. Veja a nota oficial gremista:
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O Grêmio Foot-Ball Porto Alegrense repudia o ato de racismo sofrido por uma atleta de seu time feminino Sub-20 na tarde deste domingo, 5, em partida realizada na cidade de Tenente Portela, entre o Tricolor e o Flamengo de São Pedro, válida pela 5ª rodada do Campeonato Gaúcho da categoria. Antes do início do segundo tempo, a arbitragem acionou o Protocolo de Combate ao Racismo após receber a denúncia de que uma pessoa na área da torcida adversária proferiu injúrias raciais direcionadas à jogadora gremista, quando as equipes se retiravam do campo no intervalo. Conforme nota divulgada pela Federação Gaúcha de Futebol (FGF), o clube mandante trabalha na identificação do responsável pelo ato. O Grêmio, por sua vez, está dando todo o suporte à atleta agredida e fará denúncia às autoridades policiais sobre o ocorrido. Nós, como Clube De Todos, reiteramos: no futebol e na vida, não há espaço para preconceito!









