
O Inter goleou o Vasco por 4×1 no Beira-Rio e Paulo Pezzolano saiu da coletiva com discurso de afirmação, mas sem euforia exagerada. O treinador valorizou a atuação colorada, destacou o crescimento coletivo e admitiu que a equipe está mais próxima daquilo que deseja para esta fase do trabalho. A fala veio depois de uma noite marcada por intensidade, gols, transição forte e grande resposta diante da torcida.
O resultado teve peso maior porque o Inter vinha sendo cobrado pelo desempenho em casa no Brasileirão. Contra o Vasco, a equipe encontrou uma atuação mais completa, com domínio de jogo e eficiência ofensiva. O próprio treinador reconheceu que o placar ajudou a consolidar uma performance que, em outros momentos, não havia sido acompanhada pelo resultado. A vitória também reforçou o ambiente positivo antes de dois jogos seguidos fora de casa.
Durante a coletiva, Pezzolano foi questionado sobre a “cara” do time e sobre a proximidade entre o desempenho atual e a ideia inicial do trabalho. O técnico respondeu que o mais importante foi ajustar o plano às características do elenco. Ele também indicou que o clube precisa estar acima da convicção individual do treinador.
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“Então, sim, estamos perto do que queremos hoje. Ainda temos que seguir crescendo em muitas coisas, mas estamos perto do que queremos. Aqui, o mais importante como treinador, como sempre falei, é colocar o clube acima daquilo que você quer. Não sou um treinador de dizer: ‘vou morrer com o que eu quero’. Não. Vou morrer com aquilo que eu tenho que fazer para buscar o melhor para o clube”, disse Pezzolano.
Inter de Pezzolano ganha forma em noite de afirmação
O treinador também tratou a goleada como parte de um processo maior. A noite teve camisa branca alusiva aos 20 anos do Mundial, homenagem a Fernandão e presença de nomes importantes da história colorada. Para Pezzolano, esse ambiente pesa internamente e ajuda o grupo a entender a dimensão do clube.
Pezzolano relacionou a atmosfera do Beira-Rio com a reconstrução do time. O técnico voltou a falar em trabalho “porta para dentro” e projetou um Inter brigando por coisas maiores mais adiante. Ao mesmo tempo, deixou claro que o ano ainda é de reconstrução, ajustes e crescimento.
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“Sem dúvida, tudo soma muito. A história rica que o Inter tem, poucos times têm. Todos esses detalhes somam muito para o time e para nós. Quando você olha para trás e vê os times do Inter conquistando tudo, ganhando tudo, nós temos que dar sempre um pouco mais. Hoje seguimos em um ano de reconstrução, um ano de muito trabalho”, afirmou Pezzolano.
A coletiva também teve elogios individuais importantes. Pezzolano falou sobre Villagra, Bernabei e Juninho, jogadores que ganharam protagonismo em diferentes fases da partida. No caso de Juninho, o treinador valorizou a resposta do zagueiro em uma noite de pressão, já que o Inter tinha baixas defensivas e precisou reorganizar o setor.
O elogio ao defensor foi usado como exemplo da força do grupo. Pezzolano destacou que jogadores sem sequência vêm treinando forte e podem responder quando chamados. Para o treinador, essa condição ajuda a explicar por que o Inter conseguiu uma atuação mais segura diante do Vasco.
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“Hoje quero parabenizar, na frente de todos, o Juninho. Não é fácil o que o Juninho fez hoje. Ele vinha sem sequência, mas sabe o que isso mostra? Que os jogadores estão treinando demais no dia a dia. Se ele não estivesse treinando como vinha treinando, hoje não poderia fazer o jogo que fez. O jogo dele foi perfeito”, elogiou Pezzolano.
O treinador evitou transformar a goleada em promessa de briga direta por objetivos maiores. Questionado sobre Conmebol Libertadores, preferiu o discurso de “jogo a jogo” e lembrou a dificuldade do Brasileirão. Pezzolano disse que não gosta de olhar muito para a tabela, nem para baixo nem para cima, e que o foco está em repetir atuações consistentes.
A vitória, no entanto, deixa uma impressão forte antes da pausa em casa. O Inter agora terá Vitória e Bragantino longe de Porto Alegre. A goleada sobre o Vasco não encerra a reconstrução citada por Pezzolano, mas entrega um sinal importante: o time começa a parecer mais confortável dentro da própria ideia.
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