
O Inter colocou Jhon Córdoba entre os principais nomes avaliados para substituir Rafael Borré. O centroavante de 33 anos pertence ao Krasnodar e disputa a Copa do Mundo pela Colômbia. A direção busca um jogador pronto, capaz de elevar imediatamente a competitividade do ataque. O interesse ganhou força enquanto Borré avança nos procedimentos para defender o River Plate.
A saída do antigo camisa 19 abre uma lacuna importante no grupo de Paulo Pezzolano. Borré terminou o primeiro semestre como artilheiro colorado, apesar da perda de espaço para Alerrandro. Sem ele, o jogador ligado ao CSKA passa a ser a principal referência experiente da posição. A direção, porém, entende que precisa aumentar a concorrência no setor.
O clube já havia confirmado que buscaria uma reposição caso a transferência fosse concluída. O departamento de futebol analisava alternativas antes mesmo do avanço das conversas com o River Plate. Na ocasião, o Inter afirmou ter recebido possibilidades consideradas satisfatórias para o ataque. Córdoba surge como o nome de maior impacto entre as opções divulgadas.
Com 1,88 metro, o colombiano reúne força física, velocidade e presença dentro da área. Ele também consegue atacar espaços e participar da construção ofensiva. Suas características são diferentes das apresentadas por Borré, que costuma circular mais fora da área. Córdoba atua com maior frequência como referência central.
Os números recentes ajudam a explicar o interesse colorado. Na temporada 2025/2026, ele disputou 41 partidas oficiais pelo Krasnodar. Foram 22 gols e dez assistências durante o período. Somente no Campeonato Russo, marcou 17 vezes e entregou seis passes decisivos em 28 jogos.
Contrato e salário dificultam movimento do Inter
Jhon Córdoba possui contrato com o Krasnodar até junho de 2027. O vínculo ainda prevê uma possibilidade de extensão por mais uma temporada. Portanto, o Inter precisaria negociar diretamente com o clube russo. A contratação não poderia ocorrer somente mediante acordo salarial com o jogador.
Seu valor de mercado está estimado em aproximadamente 10 milhões de euros. A cifra representa cerca de R$ 64 milhões pela cotação atual. Isso não significa que o Krasnodar exigirá exatamente esse montante. Entretanto, o número dimensiona a dificuldade financeira de uma possível transferência definitiva.
Outro ponto importante envolve os vencimentos do atacante. Quando Córdoba renovou com o Krasnodar, em novembro de 2024, a imprensa colombiana informou salário anual de 4 milhões de euros. O acordo também teria incluído luvas e bônus por desempenho. Esses valores nunca foram detalhados oficialmente pelo clube russo.
Uma eventual chegada ao Beira-Rio dependeria de uma composição financeira diferente. O Inter trabalha com limite de investimento e não pretende aumentar pesadamente sua folha salarial. Um empréstimo, uma divisão dos vencimentos ou uma redução aceita pelo atleta poderiam facilitar. Nenhum desses modelos, porém, está encaminhado neste momento.
O relacionamento entre Inter e Krasnodar também possui um histórico recente. Os clubes negociaram Wanderson, mas uma parcela gerou problemas por causa das restrições bancárias envolvendo a Rússia. O pagamento colorado chegou a retornar para a conta do clube. A situação provocou um transfer ban da FIFA, posteriormente regularizado.
O episódio não impede uma nova negociação entre as equipes. Contudo, mostra que operações financeiras com clubes russos podem exigir soluções bancárias específicas. O Zona Mista detalhou os problemas enfrentados pelo Inter no pagamento relacionado a Wanderson. Essa experiência poderá ajudar em uma eventual tratativa.
Córdoba construiu grande parte da carreira no futebol europeu. Antes do Krasnodar, passou por Granada, Mainz, Colônia e Hertha Berlim. O atacante também defendeu Envigado e Jaguares de Chiapas no início da trajetória. Desde 2021, tornou-se uma das principais referências ofensivas do clube russo.
Na Copa do Mundo, ele participou dos jogos da Colômbia contra República Democrática do Congo e Portugal. O centroavante permaneceu no banco na estreia diante do Uzbequistão. Sua presença no torneio aumenta a exposição internacional e pode trazer concorrência. O Inter acompanha o cenário antes de definir os próximos passos.









