Narrador explica conexão com a torcida do Grêmio e lamenta não ter feito a final de 2017: “Mágoa”

Marco de Vargas, hoje na TV Cultura, é muito querido pela torcida gremista

Hoje narrador da TV Cultura, Marco de Vargas carrega até hoje um grande carinho da torcida do Grêmio, especialmente pela forma como narrou grandes jogos do clube pelo Fox Sports na Libertadores de 2017 e nos anos seguintes. Ele, que era anteriormente do Grupo Globo e começou no Rio Grande do Sul, explicou essa “conexão” com os tricolores durante entrevista ao canal Futeboteco, no YouTube.

Marco conta que, antes de aceitar a ida para os canais do Fox Sports, tinha até uma proposta para seguir na Globo. Porém, sua decisão foi de explorar novos mercados e trabalhar com outros públicos:

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“Essa adoração da torcida do Grêmio vem de um experimento que eu quis fazer na carreira de narrador. Eu coloquei elementos culturais que remetessem ao tipo de público. Apliquei isso porque entendi que eu deveria me reciclar. Diziam: ‘Ah, pro Grêmio ele narra diferente por ser gaúcho’. Não. Era um momento também que, na Fox, quem comandava estava preferindo colocar outros profissionais. E eu fiquei mais com o clube gaúcho”, comentou Vargas, antes de ampliar:

“Se eu saí do Rio Grande do Sul, onde eu estava muito bem no Grupo Globo e tinha proposta para ficar até com espaço maior, era porque eu queria galgar novos espaços. Entendia que eu tinha capacidade – e tenho – para estar em outros lugares, com outros públicos e com condições diferentes. O projeto da Fox, que eu aceitei, teve sucesso, mas poderia ter sido um fracasso retumbante”.

Vargas lembra que, já no Fox Sports, quando era escalado para os jogos do Grêmio, inseria outros “elementos” na narração como trechos de poemas gaúchos:

“Essa conexão com o torcedor do Grêmio aconteceu no momento que eu experimentei esses elementos culturais e também emocionais na narração, diferente do convencional. Quis o destino que acontecesse com o Grêmio. Botei declamações de poemas relacionados à cultura gaúcha, entre outras coisas. Achei que poderia funcionar e funcionou”, citou, antes de falar do seu estilo de narração:

“Costumo assistir aos VTs dos jogos que eu transmito. Até hoje faço isso. Por que? Porque eu sou perfeccionista. É bom ser? Não, é horrível. Você perde tempo com isso, inclusive. A grande parcela do público não presta atenção nesses detalhes. O público presta atenção em momentos específicos e é ali que você tem que brilhar. Tanto que tem narradores fantátiscos em melhores momentos. Eu primo por fazer bem os 90 minutos”.

A mágoa de Marco de Vargas por não ter feito final do Grêmio

Por ter feito praticamente toda a campanha do Grêmio na Libertadores de 2017, Marco de Vargas gostaria de ter sido escalado pelo Fox Sports para a final vencida sobre o Lanús, da Argentina. No entanto, a decisão da emissora foi escalar Gustavo Villani, hoje no Grupo Globo:

“Não fui escalado para fazer a final. Evidentemente que fiquei chateado. Me chateia até hoje. Foi uma tremenda ingratidão da Fox. Eu abri a campanha do Grêmio contra o Zamora, na Venezuela. Recentemente o clube postou nas redes sociais esse jogo. E aí não vou para a final? E estava na cara que o clube seria campeão. Eu tenho mágoa sobre isso. Questão familiar é preciosa para mim. Minha mãe é gremista e ela faleceu em 2010, ano que o meu filho nasceu. A grande influência para mim foi a minha mãe. E aquela campanha de 2017 foi diferente para mim, porque eu apliquei modelos mais emotivos na narração. Mudei um pouco a forma de fazer. A campanha do Grêmio naquela Libertadores me remeteu à memória da minha mãe”, finalizou Vargas.

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