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Mano Menezes relembra quando colocou Schiavi no banco do Grêmio: “Chamei no quarto”

Técnico do Peru concedeu entrevista para Paulo Roberto Falcão no canal de Duda Garbi

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Em entrevista para Paulo Roberto Falcão no canal de Duda Garbi, o atual treinador do Peru, Mano Menezes, relembrou com mais detalhes a sua primeira passagem pelo Grêmio e a relação que teve com o zagueiro argentino Schiavi, que chegou em 2007 com status de titular e líder, mas terminou na reserva. O técnico deu bastidores da decisão de tirá-lo em fases decisivas do Gauchão e da Conmebol Libertadores.

“Nós contratamos o Schiavi para ser o nosso zagueiro. Ele com uma trajetória lindíssima e já tinha sido campeão da América. Ele inicia como titular, mas chegamos em uma semifinal do Gauchão contra o Caxias e levamos 3×0 fora de casa no primeiro jogo. E tínhamos perdido para o Cucuta, na Colômbia, no meio da semana, pela Conmebol Libertadores. A situação que tínhamos era a seguinte: na sexta-feira virar contra o Caxias e na terça jogar contra o Cerro Porteño o último jogo da fase de grupos da Conmebol Libertadores”, iniciou Mano.

“Tínhamos que ganhar de 4×0 do Caxias e ganhar do Cerro. As coisas não estavam bem e decidi tirar o Schiavi do time. Neste caso, chamei ele no meu quarto no nosso hotel e expliquei para ele que as coisas não estavam bem. E fomos vice da Conmebol Libertadores com um zaga que veio do Ipatinga, o William e o Teco”.

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Sem Schiavi nas fases decisivas, o Grêmio seguiu avançando na Conmebol Libertadores e eliminou times como São Paulo, Defensor e Santos até chegar na grande final contra o Boca Juniors, que foi superior e venceu tanto na Argentina como em Porto Alegre.

Schiavi falou da passagem pelo Grêmio

Em uma entrevista dada em 2023 para Filipe Gamba, Schiavi recordou a passagem pelo Grêmio e disse que o responsável por sua saída foi o então diretor da época, Paulo Pelaipe, que voltou ao clube em 2026 para exercer o mesmo cargo de anos atrás.

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“Fiquei seis meses. Tive problemas com Pelaipe. Quando começamos a jogar, tive um problema com o meu filho, que precisava fazer uma cirurgia nos olhos e no momento tive que voltar à Argentina para acompanhar a operação. Depois, o Mano Menezes me deixou no banco e até aí tudo bem. Mas Pelaipe falava que eu era muito caro para ficar no banco do Grêmio”, declarou Schiavi, antes de complementar:

“Infelizmente, Teco se lesionou na final contra o Boca e eu volto a jogar. Terminei jogando a final e depois joguei no Brasileirão, ganhamos um Gre-Nal. Mas depois disse ao Pelaipe que eu queria ir embora. Não gostei da forma que Pelaipe conduziu. Eu sabia que eu iria jogar, independente da lesão de Teco. Eu estava à altura da necessidade. Me enojei e me fui. Minha relação com Mano era boa, muito sincera e profissional”.

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