
O Grêmio viu Braithwaite transformar uma surpresa na escalação em resposta imediata dentro da Arena. O dinamarquês começou como titular contra o Palestino, abriu o placar logo no início e ajudou o Tricolor a vencer por 2×0 pela Sul-Americana. O resultado manteve o time vivo na briga pela liderança do Grupo F. Agora, a equipe de Luís Castro terá uma decisão direta contra o City Torque pela vaga nas oitavas.
A escolha por Braithwaite ganhou peso porque Carlos Vinícius começou no banco. O centroavante vinha sendo tratado como alternativa forte para iniciar a partida, mas Luís Castro apostou no camisa 22. A decisão funcionou rapidamente. Aos quatro minutos, Braithwaite aproveitou rebote na pequena área e marcou de peixinho, depois de finalização de Pavón defendida pelo goleiro Sebastián Pérez.
A atuação também muda a temperatura da disputa no ataque gremista. Braithwaite não apenas fez o gol, como apareceu novamente no segundo tempo, quando acertou a trave após jogada pela direita. O lance reforçou a presença do dinamarquês em uma noite decisiva. A escalação do Grêmio com Braithwaite entre os titulares já havia chamado atenção antes da bola rolar.
Braithwaite vira peça de força no Grêmio e Luís Castro responde
Na coletiva, Luís Castro comentou a estrutura ofensiva usada durante o jogo. O treinador citou Braithwaite ao explicar uma alteração feita no segundo tempo, quando Riquelme entrou em campo. A ideia era manter o Grêmio com ligação ofensiva, sem empurrar o time para trás.
O português também avaliou o equilíbrio do meio-campo. Para ele, a equipe ganha mais consistência quando joga com dois volantes e um meia. Nesse contexto, Braithwaite apareceu como referência mais adiantada, enquanto Riquelme entrou para ocupar uma faixa superior do campo.
“Quando entrou o Riquelme, ele ficou um pouco mais à frente, e o Braith também ficou um pouco mais à frente. Jogamos só com um volante e tivemos algumas dificuldades. Quero dizer que ficamos mais consistentes quando jogamos com dois volantes e um meia do que com um volante e dois meias”, disse Luís Castro.
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A fala mostra que Braithwaite pode seguir como alternativa importante, mas não encerra a disputa. Luís Castro também foi questionado sobre a possibilidade de recolocar Carlos Vinícius como referência inicial. O treinador evitou fechar portas e reforçou que o pouco tempo de trabalho impede testes mais profundos no campo.
O problema passa pelo calendário. O Grêmio enfrentou sequência curta, com jogos a cada dois dias, e praticamente não consegue treinar. Por isso, o técnico admite que muitas variações precisam ser trabalhadas por vídeo. Mesmo assim, ele tratou a volta de Carlos Vinícius ao time como possibilidade real.
“É uma possibilidade. Não vou mentir e dizer que não é uma possibilidade. Tudo são possibilidades. Agora, a dificuldade muito grande é que esse jogo está a dois dias. O problema maior é não ter tempo para trabalhar. Somos sinceros: trabalhamos em vídeo, através de grafismos, porque os jogadores vão recuperar”, disse Luís Castro.
Braithwaite também fala na zona mista do estádio
A explicação de Luís Castro ganhou um complemento importante na saída de campo. Braithwaite também falou na zona mista da Arena e tratou a mudança de função com naturalidade. O atacante terminou a partida atuando em uma faixa mais recuada, ao lado de Carlos Vinícius, mas deixou claro que sua essência segue sendo de centroavante.
O dinamarquês afirmou que já atuou em diferentes posições ofensivas ao longo da carreira. Mesmo assim, reforçou que a prioridade pessoal continua sendo atacar a área e fazer gols. A resposta ajuda a explicar o novo dilema de Luís Castro, que viu Braithwaite marcar, crescer no jogo e ainda abrir uma possibilidade de parceria com Carlos Vinícius.
“Não sei, eu não sou treinador. Se ele pedir isso, eu vou fazer o trabalho. Em toda a minha carreira, joguei em posições diferentes. Posso jogar umas quatro posições ofensivas. Não tem problema, mas sou centroavante. Na minha cabeça, estou sempre buscando fazer gols, mas, se eu tiver que jogar um pouco mais atrás, vou fazer o trabalho ali”, disse Braithwaite.
A fala reforça que Braithwaite aceita se adaptar, mas não esconde sua preferência pelo comando de ataque. Depois de voltar de lesão e marcar quatro gols desde o retorno, o camisa 22 ganha força em um momento decisivo. A disputa com Carlos Vinícius não precisa ser tratada apenas como concorrência direta, já que Luís Castro também testou os dois juntos no fim da partida.
O cenário deixa o ataque do Grêmio em aberto para os próximos compromissos. Braithwaite marcou, ganhou confiança e entregou presença de área. Carlos Vinícius segue como alternativa importante no elenco. Com Santos pelo Brasileirão e City Torque pela Sul-Americana pela frente, Luís Castro terá pouco tempo para decidir se mantém o dinamarquês ou devolve o posto ao maior artilheiro da temporada.
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