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Grêmio vê Pavón encerrar jejum gigante com golaço contra o Palestino

Argentino acertou uma pancada de fora da área e ampliou vantagem tricolor na Sul-Americana

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O Grêmio viu Cristian Pavón transformar uma noite decisiva em alívio pessoal na Arena. O argentino marcou o segundo gol da vitória por 2×0 sobre o Palestino, pela quinta rodada da Copa Sul-Americana. O lance saiu aos 22 minutos do segundo tempo, após rebote na entrada da área. De frente para o gol, ele soltou uma pancada próxima à meia-lua e ampliou a vantagem tricolor.

O gol teve um peso muito maior do que apenas mexer no placar. Pavón não marcava pelo Grêmio desde 11 de fevereiro de 2025, quando fez dois na goleada por 5×0 sobre o Pelotas, pelo Gauchão. Foram 463 dias entre uma bola na rede e outra. Nas redes sociais, perfis de torcedores também passaram a repercutir a marca de 65 jogos sem gol.

A participação de Pavón já havia aparecido no começo do jogo. Aos 3 minutos do primeiro tempo, ele finalizou forte de fora da área. Sebastián Pérez deu rebote, e Braithwaite mergulhou para abrir o placar. A escalação do Grêmio com Braithwaite contra o Palestino já tinha colocado o dinamarquês como uma das grandes apostas da noite.

Pavón reacende o Grêmio em jogo-chave da Sul-Americana

O gol de Pavón também mexe diretamente com a caminhada do Grêmio no Grupo F. Antes da rodada, o Tricolor tinha sete pontos e perseguia o Montevideo City Torque. A vitória parcial levava o time a 10 pontos e mantinha viva a possibilidade de decidir a liderança em casa na última rodada. Esse cenário evita, por enquanto, que o clube dependa apenas de combinações.

A noite também reforça uma fase curiosa do camisa 7. Pavón é atacante de origem, mas vem sendo usado como alternativa na lateral direita em momentos de necessidade. O ge já havia destacado essa adaptação em fevereiro, quando o argentino passou a aparecer na função. Contra o Palestino, ele voltou a ser escalado pelo lado direito e respondeu com força ofensiva.

Escolhido pela Conmebol para falar depois da partida, Pavón tratou a vitória como consequência da postura inicial do Grêmio. O argentino destacou que o time entrou concentrado, abriu o caminho cedo e soube lidar com a pressão de uma noite decisiva na Sul-Americana.

“A gente começou o jogo muito bem. Sabia que a gente tinha que estar tranquilo para conseguir ganhar”, disse Pavón.

O atacante também falou sobre o apoio recebido no elenco durante o longo período sem marcar. Mesmo atuando em uma função diferente, mais distante do gol em alguns momentos, ele valorizou o incentivo dos companheiros e admitiu o peso pessoal de voltar a balançar as redes.

“Meus companheiros sempre falaram muito bem de mim, sempre me incentivaram a continuar trabalhando dia a dia para fazer o melhor, que o gol já ia chegar. Se bem que agora estou em outra posição, por aí é mais difícil. Mas hoje chegou o gol depois de muito tempo e, no pessoal, eu estou muito feliz. Estou muito feliz que meus companheiros sempre me deram esse alento para eu conseguir fazer um trabalho. Obrigado”, disse Pavón.

O reencontro com o gol ainda ajuda o Grêmio a aliviar uma memória recente contra o mesmo adversário. No jogo no Chile, o empate em 0x0 ficou marcado por chances desperdiçadas e cobrança pesada. O peso de Carlos Vinícius contra o Palestino tinha aumentado a pressão sobre a noite na Arena. Desta vez, Pavón apareceu como personagem de impacto.

Para Pavón, o golaço pode ter efeito maior que a estatística. O argentino vinha sendo cobrado, mudando de função e buscando espaço em um time pressionado. Ao acertar um chute forte, limpo e decisivo, ele transformou o jejum em explosão. Para o Grêmio, o lance virou combustível em uma partida que pode definir o caminho continental da temporada.

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