
O Grêmio encontrou mais do que uma vitória no amistoso contra o Cascavel, disputado no Paraná. O time venceu por 2×1, de virada, com dois gols de Carlos Vinícius. Entretanto, o principal sinal para a sequência apareceu na organização do meio-campo. Luís Castro voltou a utilizar Gabriel Mec centralizado, atrás dos jogadores mais avançados. A escolha deu ao jovem liberdade para circular entre as linhas adversárias.
O treinador já havia testado essa função em diferentes momentos da temporada. Em abril, Gabriel Mec ganhou força como possível camisa 10 depois da vitória sobre o Confiança. Naquela ocasião, Castro destacou o potencial do jogador para ocupar o setor. Agora, durante a pausa da Copa do Mundo, o português reafirmou essa preferência. A confirmação demonstra que o desenho permanece dentro do planejamento.
Contra o Cascavel, Gabriel Mec atuou à frente dos jogadores responsáveis pela proteção defensiva. O sistema depende de volantes capazes de cobrir os espaços deixados pelo armador. Sem esse equilíbrio, o Grêmio pode ficar vulnerável durante as transições dos adversários. Castro, portanto, condicionou a permanência da formação ao rendimento de quem ocupar a função. A mensagem também aumenta a cobrança sobre as opções disponíveis no elenco.
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Depois da partida, o treinador foi questionado diretamente sobre a organização escolhida. Antes de responder, ele destacou que a equipe demonstra conforto jogando com um meia. Para Castro, a função precisa ser exercida com qualidade técnica e participação coletiva. O jogador também deve ajudar o time quando a posse de bola for perdida. Sem esse perfil, a comissão técnica poderá retomar uma formação mais fechada.
“Vamos continuar a jogar com o meia. Se não tivermos alguém desempenhando essas funções com qualidade, aí invertemos”, ressaltou Luís Castro.
Grêmio ainda avalia busca por reforço para o meio-campo
A escolha tática não elimina a possibilidade de uma contratação para o setor. Durante a reapresentação, o Grêmio admitiu que pode buscar um meia de armação na janela. O vice de futebol Rafael Lima também reconheceu as limitações financeiras atuais. Segundo ele, qualquer movimento precisará respeitar a realidade econômica do clube. A direção promete trabalhar com criatividade para entregar novas peças ao treinador.
A saída de Arthur ainda obriga Luís Castro a reorganizar completamente o meio-campo. O volante era responsável pela circulação da bola e pela primeira construção ofensiva. Gabriel Mec apresenta características diferentes e atua mais próximo dos atacantes. Por isso, o jovem precisa de sustentação para receber em zonas perigosas. O amistoso ofereceu uma primeira resposta, mas ainda sem a intensidade das competições oficiais.
Além da questão tática, Gabriel Mec continua inserido nas movimentações do mercado. O próprio clube já reconheceu que precisará realizar vendas durante esta janela. O meia está entre os ativos com maior valorização e interesse no exterior. Uma negociação obrigaria Castro a encontrar outro jogador para executar a função. Nesse cenário, o sistema confirmado depois do amistoso poderia sofrer nova alteração.
Os próximos testes da preparação servirão para medir a consistência dessa escolha. Castro poderá repetir Gabriel Mec ou experimentar outro jogador centralizado. Caso a criação melhore, o desenho tende a ganhar espaço na retomada. Se a produção cair, o treinador já deixou aberta uma mudança. Neste momento, o Grêmio pretende seguir atuando com um meia atrás do ataque.









