O Inter recebeu uma nova determinação judicial para realizar o pagamento voluntário de R$ 16.969.333,98 à Icipar Empreendimentos e Participações S.A. A decisão foi assinada pela juíza Lucia Helena Camerin, da 14ª Vara Cível do Foro Central de Porto Alegre, e estabelece prazo de 15 dias a partir da intimação do clube. No mesmo período, o Colorado também poderá apresentar sua defesa dentro do cumprimento de sentença.
A cobrança tem origem em compromissos relacionados à contratação de Andrés D’Alessandro pelo Inter em 2008. Conforme informações publicadas pelo ge, quando o vínculo do argentino terminou em 2020, a DIS Esportes possuía um crédito de R$ 18,9 milhões relacionado à operação. Metade desse crédito foi posteriormente cedida à Icipar, enquanto a outra parte ficou com a empresa Dsplan.
Segundo a Icipar, as partes chegaram a um acordo judicial para parcelamento, mas o Inter teria realizado apenas o pagamento da primeira parcela, no valor de R$ 150 mil. O saldo permaneceu aberto e o acordo estabelecia multa de 10% em caso de atraso de três prestações. Com a atualização do débito e a penalidade prevista anteriormente, a cobrança chegou ao valor apresentado agora no processo.
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Empresa também pede penhora de receitas do Inter
Além do pagamento, a Icipar solicitou à Justiça a penhora de ativos financeiros existentes em contas do Inter e de créditos que o clube tenha a receber. O pedido alcança, entre outras fontes citadas na ação, repasses ligados ao futebol e valores provenientes de patrocinadores do time masculino. Nesta etapa, porém, o pedido apresentado pela empresa não deve ser confundido com uma penhora já efetivada sobre esses recursos.
Caso não haja pagamento voluntário dentro do prazo estabelecido, a decisão prevê uma nova multa de 10%, o que poderá ampliar o montante cobrado. Ao ge, o Inter informou que acompanha o andamento do processo e que adotará as medidas consideradas necessárias para a resolução do tema. Até a atualização pública mais recente consultada, não havia sido divulgado um desfecho posterior desse novo prazo.
O caso também precisa ser separado de outra ação relacionada a empresas ligadas a Delcir Sonda que já havia produzido consequência judicial em agosto. Naquela frente, houve ordem para localização e bloqueio de até R$ 11,58 milhões, seguida posteriormente por decisão que determinou o desbloqueio das contas coloradas. As cobranças possuem processos, valores e estágios próprios, mesmo fazendo parte do conjunto de antigas relações financeiras entre o Inter e o grupo ligado ao empresário.
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