
O Inter já admite buscar outro atacante caso não consiga concluir a contratação de Álex Arce. O centroavante paraguaio continua sendo a principal opção trabalhada pela direção, mas a dificuldade para chegar a um acordo com o Independiente Rivadavia obriga o clube a manter outras alternativas abertas no mercado.
A informação foi obtida pelo Zona Mista em contato com uma fonte que acompanha o processo. Internamente, o entendimento é de que o Inter ainda pode aguardar a primeira partida do clube argentino nas oitavas de final da Conmebol Libertadores antes de definir os próximos passos.
“Já analisamos alguns nomes que poderão suprir a ausência de Arce. Na próxima semana, vamos avaliar como a situação ficará”, afirmou a fonte.
O Independiente Rivadavia enfrentará o Fluminense na próxima terça-feira, dia 11 de agosto, às 19h, no Maracanã. O resultado do primeiro confronto poderá influenciar a disposição dos argentinos para negociar Álex Arce ainda durante a atual janela de transferências.
Neste cenário, a informação é de que o Independiente Rivadavia pretende aguardar o encerramento de sua participação na Conmebol Libertadores para somente depois abrir a possibilidade de negociar Álex Arce. A posição dos argentinos aumenta a pressão sobre o Inter, que pode até esperar pelo primeiro confronto das oitavas de final, mas precisa avaliar até que ponto vale prolongar a tentativa diante do prazo da janela de transferências.
Apesar dessa possibilidade de espera, o Inter corre contra o tempo. A segunda janela de registros do futebol brasileiro, período no qual o clube pode inscrever atletas contratados do exterior, termina no dia 11 de setembro. A direção não pretende chegar perto do encerramento sem uma definição sobre o reforço para o ataque.
Álex Arce, que segue fazendo gols importantes pelo seu atual clube, permanece como prioridade. A possibilidade de procurar outro nome não significa que o Inter tenha desistido da contratação ou encerrado as tratativas. Trata-se de um plano alternativo para evitar que o clube atravesse o restante da janela sem entregar uma nova opção ao técnico Paulo Pezzolano.
Inter pode esperar primeiro jogo, mas estabelece um limite
A ideia considerada no Beira-Rio é acompanhar ao menos o primeiro duelo entre Fluminense e Independiente Rivadavia. Uma eventual derrota dos argentinos no Maracanã poderia modificar o cenário esportivo e facilitar uma nova rodada de conversas.
Por outro lado, um resultado positivo do Independiente Rivadavia no primeiro confronto poderá reforçar a intenção de manter Álex Arce para a sequência da competição. O jogo de volta está marcado para 18 de agosto, às 19h, no Estádio Malvinas Argentinas, em Mendoza, e o clube argentino também conta com o seu artilheiro para essa partida decisiva.
Esperar até a conclusão das oitavas ainda deixaria algumas semanas antes do fechamento da janela, mas reduziria o tempo disponível para negociar com outro jogador. O Inter precisaria localizar uma alternativa, alcançar um acordo com o clube de origem, acertar salários, realizar exames médicos e concluir os procedimentos de registro.
Por isso, a direção não pretende vincular todo o seu planejamento ao desfecho completo da participação do Independiente Rivadavia na Conmebol Libertadores. O primeiro jogo pode ser aguardado, mas a avaliação interna é de que o clube precisa trabalhar paralelamente com outras possibilidades.
A janela brasileira foi aberta em 20 de julho e permanecerá disponível até 11 de setembro. Esse é o prazo para que o Inter conclua a contratação e registre um jogador que esteja atuando fora do país, como é o caso de Álex Arce.
A data não significa que o Colorado possa esperar até o último dia para iniciar outro negócio. Operações internacionais envolvem documentação, liberação do clube vendedor, emissão do certificado internacional de transferência e registro junto à CBF.
Inter não pretende ficar sem reposição para o ataque
O Inter entende que precisa contratar um atacante independentemente do desfecho das conversas com o Independiente Rivadavia. Fabinho Soldado já havia reconhecido publicamente essa necessidade ao comentar a saída de Rafael Borré, negociado com o River Plate.
O colombiano era uma das principais referências ofensivas do elenco. Sua transferência reduziu as opções disponíveis e abriu espaço na folha salarial, mas também criou uma necessidade esportiva que ainda não foi solucionada.
Nesse cenário, Arce aparece como o nome preferido pela capacidade de conclusão, presença dentro da área e rendimento recente. O paraguaio se destacou principalmente na Conmebol Libertadores, competição na qual assumiu a artilharia com a camisa do Independiente Rivadavia.
O Inter ofereceu US$ 3 milhões, com metade do valor à vista e a parte restante parcelada. O Independiente Rivadavia indicou que aceitaria essa quantia apenas com pagamento integral imediato. Para uma operação parcelada, a exigência subiria para US$ 4 milhões.
A diferença colocou o Inter diante de uma decisão financeira. Pagar o valor completo à vista produziria um impacto maior no caixa, enquanto aceitar o preço mais alto para parcelar elevaria de maneira considerável o investimento total em um jogador de 31 anos.
O clube gaúcho também tentou gerar recursos por meio de saídas. A direção considerava utilizar parte do dinheiro de negociações para formular uma nova investida, mas ainda precisa conciliar o desejo esportivo com as limitações orçamentárias da temporada.
Conmebol Libertadores aumenta a dificuldade da operação
Além da divergência financeira, o calendário do Independiente Rivadavia passou a representar outro obstáculo. A equipe argentina considera Arce uma peça importante para tentar avançar às quartas de final da Conmebol Libertadores.
A tendência é que os argentinos evitem facilitar uma saída antes de conhecer ao menos o resultado da primeira partida. Para o Inter, aguardar até a terça-feira representa um risco calculado, mas esperar também pelo jogo de volta diminuiria ainda mais a margem disponível para trabalhar com alternativas.
O Zona Mista havia mostrado que o Inter estabeleceu um prazo para tentar avançar pela contratação. A intenção era impedir que a busca por um novo camisa 9 se estendesse indefinidamente durante uma fase decisiva da temporada.
A classificação às quartas de final da Copa do Brasil e a possibilidade de novas receitas deram ao Inter alguma margem para reavaliar a operação. Isso não elimina, porém, a necessidade de uma definição rápida sobre o centroavante.
Outros nomes permanecem sendo observados. O departamento de futebol reúne informações sobre disponibilidade, formato de negócio, salários e valores exigidos antes de decidir por uma eventual investida.
O paraguaio segue na frente entre as alternativas, mas deixou de ser tratado como o único caminho possível. Caso o Independiente Rivadavia não aceite uma composição financeira ou decida segurar o jogador, o Inter deverá direcionar os esforços para outro centroavante.













