Apresentado oficialmente como novo treinador do Inter, Eduardo Baptista deu uma coletiva de cerca de 50 minutos na sala de imprensa do Beira-Rio no início da tarde desta quinta-feira e abriu aspectos táticos da sua ideia de trabalho. Ele não descartou uma montagem de time com uma linha de três zagueiros, com Bruno Gomes entre eles, podendo fazer um híbrido de lateral durante as partidas. O comandante também planeja montar o time com um centroavante, tendo Alerrandro e Sanabria como principais opções. Veja as suas principais falas:
Oportunidade de trabalhar no Inter: “É um momento muito feliz na minha carreira por estar comandando um grande clube. Uma responsabilidade grande e vamos trabalhar bastante. Temos um grande elenco. Rapidamente, depois de assistir jogos, mas sem ser o treinador, eu acompanhava sempre. Depois do convite, estudei bastante. Temos lideranças importantes. No vestiário, me surpreendeu a receptividade e a energia. Temos que resgatar a confiança deles. Mas eu vi um elenco altamente receptivo. Em dois treinamentos, passamos convicção para eles e eles rapidamente responderam. A gente fica com uma expectativa boa de que as coisas aconteçam bem”.
Time equilibrado: “Nós temos que trazer o equilíbrio entre as fases defensivas e ofensivas. Já detectei algumas coisas e teremos ajustes na marcação a fazer. Não que estivesse errado, mas temos ajustes na defesa e no ataque a fazer. Isso não quer dizer que vamos ser ofensivos, mas na hora de marcar é marcar forte, tirar o espaço do rival. E na hora de jogar, temos qualidade no meio e nas alas. Temos que preencher a área. Os jogadores me dão o feedback de que estão entendendo. Sem a bola, marcar forte e ser reativo. Com a bola, bastante penetração pelos lados e por dentro e aumentar o número de jogadores dentro da área”.
+ Barcellos afirma que Inter fez proposta apenas por Eduardo Baptista: “Acreditamos nele”
Negociação rápida: “Foi a negociação mais rápida que eu tive. Saindo do meu último jogo com o Criciúma, o meu assessor me falou que tinha recebido um contato. Ele me preserva de tudo. Sou muito concentrado naquilo que eu faço. Ele esperou o fim do jogo e depois eu disse que queria escutar o Inter. Se tivesse oportunidade, eu iria. Os dois clubes se falaram. Os presidentes se falaram. Os clubes se acertaram, me acertei e sou o treinador do Inter hoje”.
Abel Braga e união: “Vim para cá com muita fome e preparado. O que o Abel fala me arrepia e é uma honra estar aqui com uma das referências como treinador. Eu me espelho. A emoção dele com um torcedor já entrou dentro de mim. É o que eu quero. Gostaria de uma unidade entre imprensa, staff, jogadores e torcida. Uma corrente positiva nesses 10 jogos para que a gente consiga os objetivos. Muita fome para trabalhar, organizar e fazer acontecer”.
Sistema com três zagueiros: “Eu não tenho tempo de fazer grandes mudanças. Temos alguns ajustes. Gosto do sistema com três zagueiros. Mas gosto que seja híbrido. Ter o Bruno Gomes por ali me agrada com o Vitinho de ala. Porque você sai de uma linha de cinco para uma linha de quatro. A linha de cinco é inicial, mas vira quatro e depois vira três. Se eu saltar com o meu ala, já vira 4-4-2. Mas vamos estudar as estratégias. Temos bons zagueiros. Temos jogadores de qualidade no meio e quero aproveitá-los bem”.
+ Eduardo Baptista revela quando soube do contato do Inter após negativa no Criciúma
Jogar com centroavante: “Estudei bastante, conversei em grupo, conversei individualmente, vi jogos, ouvi bastante o Abel Braga, o auxiliar Pablo e ainda estou neste processo. É o segundo dia. O que eu acredito é que vamos dar uma resposta rápida. Temos que ter mais gente na área e um centroavante ali. Se jogarmos numa linha de três, os pontas serão os alas. E aí a bola vai chegar na área. Temos que ter um 9 ali. Qual que é o ponto? Você ter um centroavante para incomodar o zagueiro, trombar, fazer gol. E temos dois grandes jogadores, o Sanabria, que está na seleção, e abre espaço para o Alerrandro. Além do Bezerra, o menino, que tem potencial grande”.
Alerrandro: “O Alerrandro, há dois anos, fez 30 gols pelo Vitória. Ninguém desaprende a fazer gol. Vendo os treinos ele está em boa forma, mas sem ritmo. Tenho conversado bastante com ele. A gente fala bastante para atacar o espaço. O camisa 9 precisa fazer isso. Ele tem presença de área e velocidade. É um jogador que eu estou tendo um cuidado. É jovem, conversamos bastante e ele está em condições boas”.
Rejeição da torcida: “Eu respeito as opiniões. Não estou aqui hoje para mudar a opinião de ninguém. Estou aqui para trabalhar. Tenho fome e me sinto preparado. Não adianta eu vir aqui com discurso. Eu respeito sempre. É natural pelo que vive um clube gigante como esse. Isso me dá mais energia ainda para buscarmos resultados e tirar o clube desta situação. É a oportunidade da minha carreira e assim que eu encaro. Eu falei para os atletas: ao final desses 10 jogos é o nosso título. E aí depois, em 2027, a gente faz outra história. O que passou não mudamos mais. Mas o que vem daqui para frente sim”.
+ “Pelo amor de Deus”: Abel Braga reprova pergunta “inoportuna” sobre técnico do Inter









