
O Inter recebeu as condições do Independiente Rivadavia para dar continuidade à negociação por Alex Arce. Depois de recusar a primeira oferta colorada, o clube argentino sinalizou que deseja US$ 4 milhões caso a transferência envolva pagamentos parcelados.
A informação foi divulgada pelo jornalista Lucas Collar. Conforme a apuração, o Independiente também aceita vender o centroavante por US$ 3 milhões, desde que todo o dinheiro seja pago à vista. A resposta coloca o Inter diante de duas possibilidades: manter o valor total oferecido e antecipar o pagamento ou aumentar o investimento para preservar o parcelamento.
A primeira proposta colorada foi de US$ 3 milhões. O clube ofereceu US$ 1,5 milhão imediatamente e pretendia dividir a outra metade em parcelas. O Independiente considerou o formato insuficiente e apresentou as novas condições. As conversas não foram encerradas, mas o Inter ainda precisa decidir se modificará a oferta. Até o momento, não existe acordo entre os clubes nem contratação encaminhada.
Pedida aumenta em 33% o custo para o Inter parcelar
A diferença entre as duas condições apresentadas pelos argentinos é de US$ 1 milhão. Na prática, o Independiente acrescenta aproximadamente 33% ao preço à vista para aceitar que parte do dinheiro seja recebida posteriormente.
Esse acréscimo funciona como uma compensação financeira pelo parcelamento. O clube argentino abre mão de receber todo o valor imediatamente, mas exige uma transferência mais cara para assumir o prazo e o risco da operação.
Para o Inter, pagar US$ 3 milhões à vista reduziria o custo total, mas provocaria um impacto maior no caixa durante a janela. A alternativa de US$ 4 milhões permitiria distribuir parte do compromisso, porém aumentaria de forma considerável o investimento no atacante de 31 anos.
A direção poderá tentar uma nova composição. Entre as possibilidades estão aumentar a entrada, reduzir o número de parcelas ou oferecer garantias de pagamento capazes de aproximar as posições.
Também existe a opção de manter o limite financeiro e procurar outro jogador. O Inter analisa diferentes centroavantes e não pretende concluir uma operação que comprometa o planejamento do restante da temporada.
O ponto decisivo não é mais a existência de interesse. A apresentação de uma proposta e a resposta do Independiente colocaram o negócio em uma etapa financeira concreta.
Alex Arce já era prioridade no mercado do Inter
Alex Arce ganhou força no departamento de futebol depois da saída de Rafael Borré. O colombiano foi vendido ao River Plate e deixou o elenco colorado sem uma reposição contratada para o comando do ataque.
O Inter já tratava Alex Arce como uma das principais alternativas antes da apresentação da primeira oferta. A avaliação positiva está ligada ao rendimento recente e às características do jogador.
O paraguaio atua como referência, possui presença dentro da área e se destaca no jogo aéreo. Na atual temporada, tornou-se artilheiro da Conmebol Libertadores pelo Independiente Rivadavia e ampliou sua valorização no mercado sul-americano.
A Conmebol chegou a destacar oficialmente a trajetória de Arce durante a competição. O atacante participou da campanha que levou o clube argentino às oitavas de final e também disputou a Copa do Mundo pela seleção paraguaia.
O Independiente possui uma posição confortável na negociação. Arce tem contrato até dezembro de 2028, o que afasta a necessidade de aceitar uma proposta abaixo das condições consideradas adequadas.
O clube argentino também controla 80% dos direitos do atacante. Os outros 20% permanecem com a LDU, do Equador, desde a transferência que levou o jogador novamente ao futebol argentino.
Essa divisão ajuda a explicar a rigidez na negociação. Uma venda não representa receita integral para o Independiente, que precisaria repassar a parte correspondente à equipe equatoriana.
Em uma operação de US$ 3 milhões, por exemplo, a fatia de 20% representaria US$ 600 mil antes de eventuais descontos, impostos, comissões ou outros compromissos previstos no contrato.
Caso o negócio alcance US$ 4 milhões, os 20% equivaleriam a US$ 800 mil. O cálculo mostra por que o clube argentino procura ampliar o valor total quando o pagamento não ocorre à vista.
Inter precisa definir até onde pretende investir
A venda de Borré ao River Plate abriu espaço na folha salarial e aumentou a necessidade de uma contratação para o ataque.
Alerrandro permanece como o centroavante mais experiente do elenco. Vitinho também foi testado de maneira centralizada durante a preparação, mas possui características diferentes das apresentadas por Alex Arce.
Paulo Pezzolano deseja contar com mais uma referência para disputar a posição. A comissão procura um jogador capaz de ocupar a área, finalizar cruzamentos e oferecer força física contra defesas fechadas.
O Inter também avaliou André Silva, do São Paulo, Pedro Raul, do Corinthians, e Thiago Borbas, pertencente ao Bragantino. O clube comparou diferentes alternativas antes de avançar por Alex Arce.
A proposta enviada ao Independiente indica que o paraguaio avançou na ordem de preferência. Agora, porém, a direção precisará estabelecer se aceita pagar o preço adicional exigido para manter o parcelamento.
A vontade do jogador de atuar no futebol brasileiro é considerada favorável, mas não resolve a diferença financeira. Mesmo com um acerto contratual com Arce, a transferência depende obrigatoriamente da autorização do clube argentino.
O próximo movimento será do Inter. A direção pode apresentar uma segunda oferta, buscar outra estrutura de pagamento ou interromper a tentativa.
O cenário atual tem três pontos definidos: a primeira proposta de US$ 3 milhões foi recusada, o Independiente pede US$ 4 milhões para aceitar parcelas e as conversas permanecem abertas.











