Motivado pelo novo desafio e encarando como a “oportunidade da carreira”, Eduardo Baptista colocou desde já a reconstrução da força do Beira-Rio entre os objetivos imediatos para a reta final do Inter. Durante sua apresentação, o treinador afirmou que pretende fazer o adversário voltar a sentir dificuldade antes mesmo de entrar em campo no estádio colorado e revelou ter sugerido à direção a abertura pontual de alguns treinamentos para a imprensa.
As duas ideias estão ligadas ao mesmo diagnóstico: o Inter precisa reconstruir ambiente, confiança e mobilização para atravessar os dez últimos jogos do Campeonato Brasileiro. O clube chega a essa fase depois de semanas de pressão, protestos e resultados negativos que desgastaram a relação com parte da torcida. E, curiosamente, a estreia é exatamente no Beira-Rio diante do Corinthians no próximo dia 7.
“Nós temos que unir todas as forças para conseguir sair dessa situação. Outro ponto importante é fazer do Beira-Rio a nossa arma. Fazer novamente o adversário vir jogar em Porto Alegre, vir jogar aqui no Beira-Rio e sentir o peso disso aqui. Ele tem que temer isso aqui. Precisamos resgatar isso, voltar a vencer e fazer o adversário vir aqui sabendo que aqui não vai vencer”, afirmou Baptista.
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Eduardo sugere abertura de alguns treinos do Inter
A aproximação proposta pelo treinador também passa pela imprensa. Eduardo contou que sugeriu ao clube permitir o acompanhamento de algumas atividades, para que seu método de trabalho possa ser conhecido além das explicações dadas em entrevistas coletivas.
A intenção não significa abrir toda a preparação. O próprio treinador ressaltou que conteúdos estratégicos precisarão continuar protegidos, especialmente porque adversários estudam informações sobre comportamento e organização das equipes.
“Eu sugeri isso ao clube. O clube tem uma maneira de trabalhar, mas sugeri que, algumas vezes, vocês possam ir ver como é feito, porque não adianta eu vir aqui apenas falar. Quero que vocês vejam como a gente trabalha isso e como a gente aplica. Também é uma tentativa de aproximação. Eu entendo que vocês são o elo de comunicação entre mim e o torcedor. Logicamente, estrategicamente, não vai dar para mostrar tudo, porque os adversários estão nos estudando, mas em alguns momentos acredito que isso é importante”, explicou.
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A proposta representa uma mudança em relação ao padrão recente do clube, que normalmente mantém a maior parte dos trabalhos táticos fechada. Eduardo já comandou os primeiros trabalhos no CT Parque Gigante desde sua chegada. A preparação inicial teve exercícios físicos, transição e posse de bola, antes do avanço para atividades mais diretamente ligadas ao modelo que pretende implantar.









