
O Grêmio conseguiu marcar pelo menos um gol em cada uma das últimas 11 partidas disputadas. A sequência começou na vitória por 3×0 sobre o Confiança, pela Copa do Brasil, e foi mantida na derrota por 3×2 para o Bolívar, em La Paz, pela Sul-Americana.
O número, porém, precisa ser dividido corretamente. Três desses compromissos foram amistosos realizados durante a paralisação provocada pela Copa do Mundo. Por isso, eles não devem ser incluídos na sequência competitiva do clube.
Considerando apenas partidas oficiais, o Grêmio marcou gols em oito jogos consecutivos. O time anotou 15 gols durante esse período, mas sofreu 13. O desempenho resultou em três vitórias, dois empates e três derrotas.
A regularidade ofensiva representa um avanço em relação ao período anterior. O problema é que os gols não foram suficientes para produzir uma arrancada. A defesa sofreu em seis dos oito jogos oficiais e foi vazada dez vezes nas quatro partidas competitivas mais recentes.
Os oito jogos oficiais seguidos com gol do Grêmio
A última partida oficial na qual o Grêmio não balançou as redes foi a derrota por 1×0 para o Flamengo, no dia 10 de maio, na Arena. Quatro dias depois, o time venceu o Confiança e iniciou a sequência atual.
Desde então, os resultados oficiais foram estes:
Confiança 0x3 Grêmio — Copa do Brasil — 14 de maio
Bahia 1×1 Grêmio — Brasileirão — 17 de maio
Grêmio 2×0 Palestino — Sul-Americana — 20 de maio
Grêmio 3×2 Santos — Brasileirão — 23 de maio
Grêmio 2×2 Montevideo City Torque — Sul-Americana — 26 de maio
Grêmio 1×3 Corinthians — Brasileirão — 30 de maio
Mirassol 2×1 Grêmio — Brasileirão — 17 de julho
Bolívar 3×2 Grêmio — Sul-Americana — 23 de julho
A melhor parte da sequência ocorreu entre os jogos contra Confiança e Santos. O Grêmio obteve três vitórias e um empate, marcou nove gols e sofreu somente três.
A virada sobre o Santos com dois gols de Carlos Vinícius foi o momento mais produtivo desse período. Tetê marcou no segundo tempo e garantiu a vitória por 3×2 na Arena.
A situação mudou nos quatro compromissos oficiais seguintes. O Grêmio empatou com o City Torque e perdeu para Corinthians, Mirassol e Bolívar. Mesmo marcando seis gols, o time sofreu dez e não conseguiu vencer.
O recorte ajuda a explicar por que a equipe permanece pressionada. A produção ofensiva garante oportunidades de competir, mas a fragilidade defensiva impede que os gols sejam transformados em resultados.
Amistosos ficam fora da sequência oficial
Entre a derrota para o Corinthians e a retomada do Brasileirão, o Grêmio disputou três amistosos. O time também marcou em todos, mas esses resultados precisam ficar separados da análise competitiva.
Cascavel 1×2 Grêmio — amistoso — 27 de junho
Grêmio 1×2 Chapecoense — amistoso — 4 de julho
Grêmio 3×1 Cruzeiro — amistoso — 12 de julho
Nos três testes, o Grêmio marcou seis gols e sofreu quatro. Foram duas vitórias e uma derrota. Os jogos serviram para Luís Castro testar formações, oferecer minutos ao elenco e preparar a equipe para o retorno das competições.
A vitória sobre o Cruzeiro criou uma expectativa positiva. O Tricolor venceu por 3×1 em Brasília, enquanto Gabriel Grando defendeu duas cobranças de pênalti. A atuação, porém, não se repetiu no primeiro compromisso oficial depois da pausa.
Na volta ao Brasileirão, o Grêmio começou mal, reagiu somente na etapa final e sofreu uma derrota por 2×1 para o Mirassol. Carlos Vinícius marcou o gol tricolor, mantendo a sequência ofensiva.
Somados os oito jogos oficiais e os três amistosos, o Grêmio anotou 21 gols e sofreu 17. Foram cinco vitórias, dois empates e quatro derrotas. O dado demonstra capacidade para chegar ao ataque, mas também revela uma equipe pouco equilibrada.
Defesa impede que os gols virem uma reação
A derrota em La Paz reforçou esse contraste. O Grêmio conseguiu reagir duas vezes diante do Bolívar, com gols de Villasanti e Tetê, mas permitiu que o adversário finalizasse 30 vezes durante a partida.
Weverton realizou defesas importantes e evitou uma diferença maior. Ainda assim, o time sofreu três gols e voltou da Bolívia em desvantagem na disputa por uma vaga nas oitavas de final da Sul-Americana.
O Tricolor precisará vencer por um gol na Arena para levar a decisão aos pênaltis. Uma vitória por dois ou mais garantirá a classificação no tempo normal. O resultado de 3×2 para o Bolívar manteve o confronto aberto, mas aumentou a cobrança por correções defensivas.
Antes da decisão continental, o Grêmio enfrentará o Fluminense, no domingo, às 18h30, na Arena. O jogo representa a oportunidade de ampliar para nove a sequência de partidas oficiais com gol.
Mais importante do que manter a marca, porém, será transformar a produção ofensiva em vitória. O Grêmio chega ao segundo turno do Brasileirão na 16ª colocação e precisa somar pontos para se afastar da zona de rebaixamento.
O ataque já mostrou que consegue marcar com frequência. A reação dependerá agora da capacidade de diminuir os espaços, sofrer menos gols e proteger as vantagens construídas durante as partidas.









