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Marcelo Marques foi convidado por ex-dirigente do Grêmio para se candidatar: “Vem comigo”

Empresário desistiu na reta final do ano passado e abriu caminho para Odorico Roman

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Nome marcante na história recente do Grêmio por ter comprado a Arena e doado ao clube, o empresário e investidor Marcelo Marques desistiu de última hora de concorrer à presidência e abriu caminho para a vitória de Odorico Roman. Antes disso, foi procurado por Denis Abrahão, ex-vice de futebol, que o chamou para estar na sua chapa.

Denis, no entanto, também desistiu de se candidatar perto da disputa e hoje já afirma não manter mais esse sonho de ser presidente. Ele contou como foi o contato com Marques no meio de 2025 em nova entrevista para o jornalista Duda Garbi:

“A pessoa que disse a verdade para ele fui eu. Eu disse: ‘Tu não conhece o Grêmio’. ‘Tu pensa que tu conhece, mas tu não conhece nem as pessoas nem o Grêmio’. E falei que eu conhecia tudo isso. Disse para ele, porque sou amigo dele e gosto dele. Por tudo que ele fez pelo clube. Mas não tinha feito ainda. E eu sabia que ele iria fazer pelo gremismo dele”, contou Denis, sobre Marques.

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“Ao mesmo tempo, eu dizia para ele: ‘Vem comigo, cara’. Ele seria vice-presidente do Conselho de Administração e poderia conhecer o clube. Ele entenderia o Grêmio. O Grêmio não é o império dele, é muito maior, por que? Porque o Grêmio tem sentimento, paixão e amor. Não dá para descrever esse sentimento”, acrescentou.

Relembre a carta de desistência de Marcelo Marques para a torcida do Grêmio:

Escrevo com serenidade e em oração, pedindo a Deus sabedoria. Depois de muita reflexão, decidi retirar minha pré-candidatura à presidência do Grêmio. Sou uma pessoa simples, que ama o Grêmio, a família e o trabalho. Depois de refletir profundamente, cheguei à conclusão que existem apenas três motivos que me conduzem nesta decisão e nenhum outro além destes. 

O primeiro é a exposição pública em torno da minha pessoa, que me transformou involuntariamente em cifras fora de contexto e acabou constrangendo e assustando minha família. O segundo é a responsabilidade intransferível de estar presente diariamente na minha empresa, ao lado de todos os colaboradores que se dedicam a ela com empenho.

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O terceiro, por amor ao Grêmio, é a necessidade de deixar o ego e a vaidade de lado e reconhecer que o clube precisa de alguém com mais disponibilidade e conhecimento sobre o mundo do futebol para assumir essa missão. Não posso, por vaidade, querer abraçar tudo e correr o risco de não fazer o melhor pelo nosso Grêmio. É uma escolha bem pensada, tomada com serenidade e consciência, e é definitiva.

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