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Grêmio fecha nove contratos por R$ 150 milhões, mas segue sem patrocinador principal

CEO detalha estratégia comercial da gestão enquanto o espaço mais valioso da camisa permanece aberto

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O Grêmio fechou nove novos contratos de patrocínio durante os primeiros meses da gestão de Odorico Roman. Quatro acordos envolvem exposição de marcas no uniforme tricolor. O conjunto soma aproximadamente R$ 150 milhões ao longo das respectivas vigências. O valor não representa uma entrada integral no caixa durante 2026.

Os números foram apresentados pelo CEO Alex Leitão, durante entrevista à Rádio Gaúcha, em Nova York. O dirigente participou de encontros promovidos pela CBF sobre a futura organização do futebol brasileiro. A viagem também abriu espaço para reuniões comerciais e conversas com representantes do mercado esportivo. Leitão reconheceu que a ausência de um patrocinador máster ainda incomoda a direção.

“Assinamos nove novos contratos de patrocínios, quatro no uniforme. Isso totaliza algo em torno de R$ 150 milhões ao longo dos contratos”, explicou Alex Leitão.

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Os contratos possuem durações diferentes e podem prever pagamentos distribuídos por vários anos. Portanto, os R$ 150 milhões não devem ser tratados como receita exclusiva desta temporada. O dado, porém, mostra a estratégia adotada para diversificar as fontes comerciais do clube. A direção busca reduzir a dependência de um único espaço da camisa.

Grêmio mantém busca por acordo principal

Mesmo com os novos negócios, o Grêmio continua sem uma empresa na posição principal do uniforme. O último acordo fixo foi encerrado após atrasos nos repasses da antiga parceira. Desde então, a gestão abriu conversas com empresas de diferentes setores. Nenhuma negociação havia sido concluída até a declaração de Leitão.

O espaço máster representa a propriedade comercial mais valorizada da camisa. A demora pressiona o planejamento, mas o CEO relativizou o peso dentro da receita total. Segundo ele, o máster corresponde a cerca de 5% do faturamento do clube. A avaliação interna é que os acordos paralelos oferecem alguma segurança durante a negociação.

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Parte dos contratos já havia sido anunciada individualmente pelo Grêmio. A Ingresse assumiu a operação de ingressos da Arena em um acordo com pagamento de luvas. Havan e Tintas Coral também ocupam áreas do uniforme. Entretanto, o clube ainda não detalhou publicamente todos os nove acordos citados pelo executivo.

O contraste deixa duas leituras para o momento comercial. O Grêmio conseguiu gerar novas receitas mesmo sem resolver o principal espaço da camisa. Por outro lado, a ausência do máster impede o clube de explorar sua propriedade mais valiosa. A direção espera avançar nas tratativas após a Copa do Mundo.

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