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Felipão expõe quase acerto com Inter e cita decisão com Fernando Carvalho

Técnico revelou bastidor em Gramado e explicou por que recuou antes do desfecho

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Felipão voltou a mexer com a memória da dupla Gre-Nal ao revelar um bastidor forte sobre o Inter. Em entrevista ao ge, o treinador contou que chegou a estar com Fernando Carvalho em Gramado para encaminhar um contrato com o Inter. O negócio, porém, não avançou por causa da ligação histórica dele com o Grêmio e da leitura sobre o impacto que a decisão teria dentro da rivalidade.

A revelação apareceu quando Felipão foi questionado sobre uma antiga procura do Corinthians. Ele explicou que a identificação com o Palmeiras pesou nas conversas em São Paulo e, depois, levou a resposta para o cenário gaúcho. Ao citar Grêmio x Inter, o treinador abriu o detalhe mais forte da entrevista e colocou Fernando Carvalho no centro do bastidor.

Antes de falar do Inter, Felipão destacou que certas decisões passam pela aceitação da torcida. Para ele, dirigentes e treinadores precisam medir o peso de uma escolha assim, especialmente quando existe uma história forte com um rival. Foi nesse contexto que o ex-treinador gremista revelou ter chegado muito perto de trabalhar no Inter.

O relato ganhou força porque não ficou apenas em uma referência vaga. Felipão disse que esteve com Fernando Carvalho em um hotel em Gramado, em uma conversa para acertar contrato. Mesmo assim, os dois recuaram depois de avaliar a amizade entre eles, a rivalidade Gre-Nal e o risco de transformar uma relação pessoal em desgaste público.

“É como aqui, Grêmio x Inter. Já estive com o presidente do Inter no hotel em Gramado acertando contrato, mas depois nós pensamos. Era o Fernando Carvalho. ‘Fernando, acho que não’. Nós somos tão amigos que eu vou comer um churrasco com ele em determinado dia aqui, já marcamos e tudo mais. O Abel vai estar junto, o Tite vai estar, mesmo que a gente nunca mais tenha se falado, é um momento de falar da amizade que nós tínhamos em Caxias há 300 anos. Ela não pode ser posta assim por causa de um jogo”, disse Felipão, em entrevista ao ge.

Felipão detalha bastidor com o Inter e defende profissionalismo

A fala tem peso pela trajetória do treinador no Grêmio e pela força de Fernando Carvalho no Inter. Felipão construiu parte importante da carreira ligado ao lado azul da rivalidade, enquanto o ex-presidente colorado virou uma das figuras mais marcantes da história recente do Beira-Rio. Por isso, a possibilidade de um acerto entre os dois chama atenção até hoje.

O Zona Mista já havia publicado, em 2024, que Felipão admitiu ter tido oportunidade no Inter e que trabalharia no clube como profissional. A nova entrevista ao ge, porém, acrescenta o nome de Fernando Carvalho e o cenário de Gramado. Esse detalhe torna o bastidor mais forte para colorados e gremistas, especialmente pelo peso emocional da rivalidade.

Na sequência da resposta, Felipão reforçou que a amizade com Fernando Carvalho continuou preservada. Ele também ampliou a reflexão para o caso de Roger Machado no Inter. O treinador lembrou que Roger teve história no Grêmio antes de assumir o rival e defendeu que qualidade, carreira e profissionalismo precisam pesar mais do que a rejeição automática.

Felipão tratou o tema como uma discussão maior dentro do futebol. Para ele, a torcida pode ter resistência em casos envolvendo rivais, mas o profissionalismo não deve ser ignorado. Ao citar Roger Machado, o treinador usou um exemplo recente do próprio Gre-Nal para defender respeito à trajetória de técnicos e jogadores.

“‘Fernando, acho melhor não, por causa disso e daquilo’. Mas a amizade continua, o respeito. Isso que é bonito: respeito pelo clube, pelas pessoas. Então, não sei se eu iria um dia. Acho que seria muito difícil a aceitação em Corinthians, Inter. Mas era e ainda sou profissional, trabalho aqui no Grêmio, mas era um técnico profissional. É isso que também acho que as pessoas muitas vezes esquecem. O Roger (Machado) foi nosso aqui (no Grêmio), um lateral maravilhoso, fantástico, foi nosso treinador. Ele foi treinar o Inter, e eu vejo que às vezes a torcida não (aceita). Ele é um profissional do mais alto gabarito, um dos melhores técnicos que tem por aí. Por que não aceitar um técnico? Por que nós, da Seleção, temos que ter técnicos só brasileiros? Temos que ver a qualidade. Meu Deus, eu vejo a qualidade. Então, não interessa se tu é A, B ou C, ou se tu gosta de A, B ou C como equipe. Interessa o teu profissionalismo, a tua qualidade”, disse Felipão, em entrevista ao ge.

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