Falcão revela jogador que quase lançou no Inter em 2016 e relembra demissão: “Treinei 11 horas”

Ex-volante ainda lamenta a forma como foi demitido no ano do rebaixamento

Sem tempo para treinar e com jogo atrás de jogo, Paulo Roberto Falcão se preparava para montar o time do Inter em 2016 a partir do relatório de cada atleta do elenco que recebeu da área da psicologia do clube. A pressão era grande por conta da proximidade com o inédito rebaixamento – que de fato veio a ocorrer posteriormente. O ex-volante, porém, sequer conseguiu aproveitar a parte emocional dos jogadores antes de ser demitido.

Em meio aos cinco jogos que dirigiu o Inter na trágica campanha de oito anos atrás, Falcão havia detectado potencial no jovem volante Charles e estava convencido a lançá-lo no time, mas uma lesão muscular no jogador frustrou esses planos – ele seria lançado no começo do ano seguinte por Antônio Carlos Zago.

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“Quando eu cheguei, eu fui na área de psicologia do clube e pedi um relatório de cada jogador. Eu iria me basear naquilo, porque era jogo a cada três dias e eu não tinha tempo para treinar. E eu tive esse relatório. Eu queria ter lançado o Charles. Um volante que tinha chegada, o box-to-box como se fala hoje. Antes do jogo do Fluminense, ele teve uma contratura na perna e não ficou disponível. Com esse relatório da psicologia, eu tinha quem era mais sanguíneo, mais melancólico, quem sentia mais a pressão, quem crescia nos momentos decisivos. Iria começar a montar o time a partir disso também. Mas aí eu fui demitido”, disse Falcão, em conversa com Andrés D’Alessandro, na Dale TV.

Falcão demitido do Inter

Falcão, que já havia sido demitido com poucos jogos pelo Inter em 2011, não ficou depois de cinco partidas na campanha de 2016. Na época, o presidente Vitorio Piffero recorreu à volta de Fernando Carvalho ao departamento de futebol e a direção optou por trazer Celso Roth para o comando técnico.

“Não é nem falta de respeito com o que eu fiz como jogador. Eu esqueço isso. Foi falta de respeito ao treinador, mesmo que nunca tivesse jogado no Inter. Não dá para imaginar que com 25 dias você vai mudar um time. Foi um absurdo. Eu pedi para o preparador físico fazer um cálculo. Quanto tempo eu tive o time na minha mão? Não parte física, só técnica. E deu 11 horas. Tu pega um ônibus de Porto Alegre e vai até Curitiba. Quando chegar lá, vai ser todo o tempo que eu consegui treinar o time naquele ano. Foi duro”, acrescentou Falcão.

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