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Ex-dirigente do Inter relembra contato e vê “falta de caráter” de Paulo Sousa, demitido do Flamengo: “Futebol dá voltas”

Paulo Bracks, antigo executivo de futebol colorado, deu uma nova entrevista ao jornal O Dia

No mesmo dia em que Paulo Sousa (foto) teve confirmada a sua demissão do Flamengo, o jornal O Dia publicou uma entrevista com o ex-executivo de futebol do Inter, Paulo Bracks, que conversou com o português para assumir o colorado antes do acerto com Alexander Medina. Para o antigo dirigente, houve falta de caráter por parte do treinador por ter feito “jogo duplo” conversando com Inter e Fla ao mesmo tempo:

“Nós (Inter) procuramos o Paulo Sousa e seu estafe em dezembro, quando estávamos sem treinador (após a saída de Diego Aguirre). Chegamos a ter mais de uma reunião com os intermediários, Hugo e Bruno, e com o próprio Paulo, que ainda era o técnico da seleção da Polônia à época. Em uma reunião, ele estava lá, inclusive, após um jantar com o presidente da Federação. Segundo eles, a diretoria (da seleção) estava ciente, o que nos permitia a conversa. Não deu certo, e te digo o porquê: não estávamos na mesma sintonia e não tínhamos os mesmos valores”, declarou.

Bracks, que deixou o Inter em março demitido após a queda na Copa do Brasil, colocou que rapidamente as informações de mercado chegaram ao Beira-Rio e o clube se deu conta de que Sousa estava conversando também com o Fla:

“Nós avançamos até um ponto em que ficou claro que eles não estavam conversando somente conosco. Erraram ao nos subestimar. Estavam jogando. Conhecemos o mercado e não foi difícil saber a verdade. Eles já estavam conversando com o Flamengo, e pessoalmente, porque os diretores estavam lá em Portugal. Não iam (Marcos Braz e Bruno Spindel) voltar sem técnico e já tinham levado pelo menos um “não” por lá. E o Paulo já havia retornado pra Portugal. Soubemos de tudo passo a passo. O Flamengo estava no direito e interesse dele. E é do jogo. Zero problema. Agora, o cara que se diz profissional sentar pra conversar com você, com o presidente do seu clube, e fazer duas caras, é que não dá”, disse, antes de terminar:

“Eles (treinador e empresários) estavam fazendo jogo duplo, falava com um e depois falava com o outro. E, imediatamente, quando soubemos disto levantamos da mesa. Não sem antes falar algumas verdades. O Paulo mesmo sumiu de uma hora pra outra. Até hoje. Pra mim, não foram éticos e não tiveram caráter. Longe disto. Agora, futebol dá voltas, às vezes rápidas demais”.

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