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E se cair para o Mirassol? Grêmio já não banca Luís Castro neste possível cenário

Rafael Lima, vice de futebol, foi o encarregado de conceder entrevista em nome da diretoria

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Em um pós-jogo quente e tenso, com nervos aflorados em função da inesperada eliminação para o Bolívar, pela Sul-Americana, dentro da Arena, a missão de falar em nome da direção do Grêmio caiu no colo do ainda novato vice de futebol Rafael Lima, que precisou, mais de uma vez, responder sobre o futuro do técnico Luís Castro. O português está bancado e respaldado, mas não com a mesma veemência de outras vezes.

Lima, por exemplo, não assegurou a permanência de Castro caso o Grêmio seja eliminado para o Mirassol nas oitavas de final da Copa do Brasil. “Não vou falar em conjecturas, não vou fazer conjecturas aqui”, disse o dirigente, ao ser perguntado exatamente sobre esse hipotético cenário.

Sem muito tempo para lamentar, o Grêmio fará os dois jogos contra o Mirassol nos próximos dias. O confronto de ida acontece neste domingo, 18h, em São Paulo. A volta decisiva será na Arena, em Porto Alegre, quarta-feira, dia 5, às 19h30.

Ciente da pressão, que agora já envolve até pedidos pelo nome de Renato Portaluppi, a diretoria gremista segue afirmando que o trabalho da comissão técnica de Luís Castro no dia a dia é muito bom. O problema, claro, são os resultados de campo.

“A permanência de Luís Castro se justifica pelo trabalho que a gente acompanha. O que frusta ao torcedor é o resultado, e isso frusta todo mundo, direção, comissão e jogador. Eu não tenho como dizer que vamos trocar o treinador se o trabalho no dia a dia é sério, os jogadores estão comprometidos e o resultado uma hora vai acontecer”, acrescentou Lima, em outra resposta.

Luís Castro aceita vaias e defende jogadores do Grêmio

Em meio à pior noite como treinador do Grêmio até aqui, Luís Castro aceitou as vaias, defendeu os jogadores do Grêmio e não saiu do tom com os jornalistas mesmo em uma nervosa coletiva de imprensa. Segundo ele, a sua dignidade e honestidade no trabalho justificam a permanência.

“As vaias foram para mim e não para os jogadores. Os atletas deram tudo e a torcida reconheceu. Não vamos por aí. Sobre tirar mais do time, eu já disse várias vezes. É difícil, eu sei, mas estamos recebendo novos jogadores e temos agora uma Copa do Brasil muito importante para o Grêmio. Queríamos seguir na Sul-Americana, mas sabíamos claramente que a prioridade era o Brasileirão e a Copa do Brasil”, resumiu.

Elenco gremista faz mea-culpa

Da parte dos jogadores, o goleiro Gabriel Grando, que novamente teve a chance de ser titular, conversou com a imprensa pós-jogo assim como o volante Villasanti e tirou um pouco o peso da responsabilidade em cima do treinador:

“O Grêmio é muito grande. Todo mundo aqui sabe da responsabilidade que é vestir essa camisa. A gente não pode ficar colocando a culpa só no Luís Castro, nós temos muita responsabilidade de não ter conseguido a classificação”, apontou o arqueiro.

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